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Economia

“Vamos manter restritiva a oferta monetária cambial”, adverte BNA

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O governador do Banco Nacional de Angola, José de Lima Massano, advertiu, nesta terça-feira, 01, que vai manter a política restritiva no acesso às divisas, no próximo ano de 2022, por entender que a medida vai ajudar a manter a estabilidade de preços na economia angolana. O governante falava em Conferência de Imprensa, que visou apresentar os resultados saídos da Reunião do Comité de Política Monetária referente ao mês de Outubro.

José Massano começou por referir que as reservas internacionais brutas situaram-se, no mês de Outubro, em 15,95 mil milhões de dólares, contra os 16,26 mil milhões de dólares do mês de Setembro, que assegurou a cobertura de 12 meses de importações de bens e serviços. As Reservas Internacionais Líquidas situaram-se em 10,15 mil milhões de dólares em Outubro, quando em Setembro estiveram fixados em 9,45 mil milhões dólares.

O governador do BNA revelou também que a oferta de cambiais no mercado está acima da procura, levando o Banco Nacional de Angola a adquirir, recentemente, 150 milhões de dólares, pelo que a acção cambial está agora sob as responsabilidades dos bancos comerciais, companhias petrolíferas, diamantíferas, tesouro nacional e mais recentemente, por convite, das companhias aéreas e seguradoras, através de uma plataforma da Bloomberg.

“Há uma oferta de cambiais, nessa altura, acima da procura, e tem sido recorrente, nesta segunda metade do ano, – e nós próprios, BNA, somos por vezes obrigados a intervir, não mexendo na taxa de câmbio – mas adquirindo moeda”, disse.

Revelou igualmente que no início do mês de Novembro o Banco Nacional de Angola voltou a organizar excepcionalmente um leilão de divisas, mas os bancos comerciais compraram 13% do valor disponibilizado, por no seu entender, por haver pouca procura por divisas.

“Falamos de cerca de 150 milhões de dólares. Desse valor, o BNA conseguiu revender ao mercado cerca de 20 milhões de dólares americanos e esta semana […] procedemos à aquisição de 100 milhões de dólares ao tesouro, porque o mercado não tem condição de adquirir”, frisou.

O facto de não haver operações paradas, dependentes por alegadas falta de cobertura cambial foi também referido como estando entre as possíveis causas da fraca procura por divisas no mercado financeiro angolano.

O governador do Banco Nacional de Angola disse que a meta foi alcançada, mas continua o trabalho ao ponto de hoje para o banco central não ser necessariamente uma preocupação.

No mesmo período em referência, de acordo com José de Lima Massano, os bancos comerciais adquiriram ao mercado um total de 863,05 milhões de dólares um ligeiro aumento face aos 824,72 milhões de dólares adquiridos em setembro, tendo a oferta sido superior à procura, o que explica a apreciação da moeda nacional.

O governador do Banco central angolano aproveitou a ocasião para reiterar aos clientes dos bancos comerciais a escolherem os bancos que melhor lhes serve os interesses para a domiciliação salarial, não havendo qualquer orientação que proíbe as pessoas de mudar de banco.

Entre as vantagens, José Massano apontou o estímulo à concorrência entre os bancos comerciais que operam no mercado angolano.

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