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UNSAC: pandemia da covid-19 trava acções do mandato de Angola

Manuel Camalata

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Angola terminou o seu mandato na presidência rotativa do Comité Consultivo Permanente das Nações Unidas, encarregado das questões de paz e segurança na África Central (UNSAC), sem cumprir os desafios a que se propôs quando assumiu o mandato. O ministro das Relações Exteriores, Téte António justificou com as restrições impostas pela pandemia da covid-19, que inviabilizaram a realização das referidas acções.

Melhorar o impacto humanitário das mudanças climáticas na África Central, reforçar o compromisso com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e a tomada de medidas urgentes para enfrentar as mudanças climáticas e seus impacto, a promoção de sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável e parcerias para atingir esses objectivos e, prestar apoio à iniciativa da União Africana, “Silenciar as armas em África até 2020”, são os principais desafios propostos na 49ª reunião, para o mandato de Angola.

O ministro das Relações Exteriores de Angola, Téte António, que discursou nesta sexta-feira na 50ª reunião ministerial da UNSAC, em videoconferência, a partir do edifício no Ministério das Relações Exteriores, disse que a não realização efectiva dessas acções deve-se a pandemia da covid-19 que, “em certa medida, teve um impacto significativo na limitação das nossas capacidades para darmos tratamento às questões que queríamos ver reforçadas, nomeadamente, o desarmamento, o desenvolvimento económico , promoção e protecção dos direitos humanos, bem como o reforço da integração e cooperação entre os Estados membros”.

Em forma de balanço, o governante angolano considerou estável a situação política e de segurança na região da África Central, apesar de reconhecer a existência “ainda” de “desafios na implementação da estratégia regional de combate ao terrorismo e ao tráfico de armas pequenas e armamento leve, pirataria marítima no Golfo da Guiné, o empoderamento das mulheres, paz e segurança na região, a luta contra o extremismo violento, terrorismo entre outros”.

Téte António reafirmou ainda a importância das recomendações adoptadas na 49ª Reunião Ministerial, assim como da sua Declaração, augurando, desta forma que os mesmos possam merecer atenção dos Estados membros presentes na 50ª Reunião Ministerial. “Todos esses desafios são nossa responsabilidade e com vista a melhorar este cenário, devemos apoiar a República da Guiné Equatorial nos seus esforços para cumprir com a agenda regional durante seu mandato”.

Consta do mandato da República de Angola no Comité da UNSAC, definido à luz da Resolução 46/37B da Assembleia Geral das Nações Unidas, a realização das actividades programadas e recomendadas da 49ª Reunião da UNSAC “devido as restrições sanitárias em curso”.

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