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Politica

UNITA reage proposta do MPLA sobre nova divisão de Luanda

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O Secretariado do Bureau Político do MPLA apreciou nesta sexta-feira, 21, durante a 10ª reunião Ordinária, a vida interna do partido e a situação socioeconómica do país.

O encontro, de acordo com o seu Secretário de Informação e Propaganda do Partido que sustenta o governo, recomendou ao seu grupo parlamentar, a possibilidade da criação de uma terceira província, que pode resultar na divisão de Luanda em duas.

Segundo Esteves Hilário, a reunião, que decorreu sob orientação do Presidente João Lourenço, analisou igualmente a preparação do IX Congresso da JMPLA, considerando o processo de positivo.

Referiu, por outro lado, Esteves Hilário, que, face a aproximação do 50º aniversário da independência nacional, marco importante para a vida do povo angolano,  o Secretariado do Bureau Político do MPLA concluiu haver necessidade de se realizar um congresso extraordinário em Dezembro do ano em curso, um mês depois do conclave da JMPLA.

E a  UNITA por sua vez,  já reagiu. Em exclusivo à Rádio Correio da Kianda, o Secretário Nacional de Comunicação e Marketing daquele Partido, Evaldo Evangelista,  disse que o seu partido tem pouco a dizer sobre o congresso extraordinário do MPLA,  por observar os estatutos, embora, os motivos não sejam claros.

A UNITA diz, por outro lado, que a nova divisão de Luanda em duas províncias, revela que o MPLA não está alinhado com o dia-a-dia dos cidadãos, acrescentando que a melhor via de responder os problemas dos cidadãos, segundo referiu o Secretário Nacional de Comunicação e Marketing da UNITA, é a implementação das autarquias.

O especialista em políticas e Administração Pública, Denílson Duro, é de opinião que, a complexidade de gestão da capital, e por ser a principal praça eleitoral, estarão na base dessa iniciativa, embora entenda que não sirva de solução.

Denilson Duro, defende desafogar os órgãos de decisão de Luanda para o interior do país, pelo que não acredita que a nova divisão de Luanda traga melhorias, mas, louva a iniciativa do MPLA no prosseguimento do programa de governo eleito em 2022.

Quanto a realização do congresso extraordinário aprazado para Dezembro deste ano, o politólogo Eurico Gonçalves espera que o congresso extraordinário de Dezembro venha dar maior robustez ao MPLA para inverter os magros resultados das ultimas eleições.

Já o deputado Domingos Palanga, da UNITA, entende que o MPLA antecipa-se para conceber estratégias para resolver algumas questões internas do partido face a conjuntura política do país.

E, o jurista Daniel Pereira , pensa que o Presidente João Lourenço, não estará satisfeito com o desempenho de alguns quadros seniores do MPLA, pelo que o congresso de Dezembro, poderá implicar mexidas profundas.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.