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UNITA: Raúl Danda apresenta Programa de Governo a Jornalistas e fazedores de opinião

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O Vice-presidente da UNITA, Raúl Manuel Danda esteve reunido este sábado, 5 de Agosto de 2017, com jornalistas, membros da sociedade civil e líderes de opinião, em Luanda.

A ocasião serviu para o também candidato a Vice-presidente da República apresentar a esses segmentos importantes da sociedade, as ideias de UNITA para a governação de Angola.

“Pedi que estivéssemos aqui reunidos para dizer aquilo que nós queremos fazer e ouvir também as opiniões de V.Ecias no quadro do modelo de governo que a UNITA quer estabelecer no país”, afirmou Raúl Danda, para quem o modelo de governação a adoptar pelo seu partido, tem como um dos focos, o estabelecimento de políticas que possam ir de encontro às expextativas, às necessidades reais dos angolanos.

Entre as ambições e desafios que o seu partido tem, Raúl Danda falou da diversificação da economia, tendo defendido a necessidade de serem feitos investimentos consideráveis no sector de agricultura, onde a UNITA entende que a criação de cooperativas familiares pode ser um caminho seguro para o alcance de diversificação da economia e combate à pobreza.

Numa altura em que o país enfrenta uma crise económica e financeira resultante não apenas da baixa do preço do petroleo no mercado internacional, mas também da má gestão e do assambarcamento do erário público, Raúl Danda, entende que os recursos financeiros para a implementação dos programas do GIP podem ser encontrados, se forem expurgados dos orçamentos, o dinheiro que se gasta na corrupão, que se gasta com militares, polícias e funcionários e com sobre facturações.

Raúl Danda falou aos seus convidados sobre a atenção a ser dada à educação e à saúde, tendo garantido que serão feitos nesses dois sectores, investimentos consideráveis na ordem de até 15% do OGE. A UNITA garante que a educação seja obrigatória e gratuíta, do ensino de base até ao médio. O político defendeu a necessidade de ser prestado cuidado devido aos professores, assegurando a sua formação contínua, salários condignos, evitando que sejam autênticos atrofiadores de mentes, como acontece, em alguns casos, nos dias que correm.

Relativamente à saúde, Raúl Danda entende que pelo tipo que é este sector actualmente, será necessário fazer um grande esforço para o sector recupere o seu verdadeiro estatuto e ocupe o lugar devido na assistência médica e medicamentosa às populações.

O fornecimento de água e luz às populações foi outro assunto abordado por Raúl Danda, que lamentou, entretanto, que Cabo Verde sem recurso hídricos famosos sirva melhor as suas populações do que Angola.

A formação técnico-profissional dos jovens é outro assunto que fez parte da abordagem de Raúl Danda, para quem o país precisa de quadros técnicos para se desenvolver a sua economia.

Proporcionar emprego para os cidadãos nacionais é outro desafio que a UNITA encara com coragem e determinação, por saber que é dele que depende o sustento das famílias angolanas. Ligado ao emprego está o salário, que a UNITA entende que não deve ser inferior a 83.000 kwanzas, o equivalente a 500 dólares ao câmbio actual.

Raúl Danda acredita que a economia do país permite pagar 83 mil kwanzas aos trabalhadores quer estejam na função pública quer estejam no sector empresarial privado.

“Ninguèm deve pagar salário de escravo aos seus trabalhadores”, advertiu o político, que também defendeu a necessidade de ser criado um bom ambiente de negócios no país, para atrair empresários.

A UNITA está consciente das dificuldades por que passam os angolanos quanto à habitação. Daí a sua promessa de criar políticas que facilitem o acesso de todos a uma residência condigna.

No quadro das reformas do Estado que a UNITA pretende levar a cabo, quando for governo, Raúl Danda assegurou que ganhas as eleições de 23 de Agosto, o Governo Inclusivo e Participativo vai implementar as eleições autárquicas em 2018.

As alterações à Constituição da República vão, segundo Raúl Danda poderão contemplar o modo de eleger o Presidente da República. A esse respeito, a UNITA defende que o PR seja eleito directamente pelos cidadãos, ao contrário do actual modelo atípico.

A reposição do papel fiscalizador do Parlamento às acções do Executivo, é outro foco das reformas do Estado a que a UNITA se propõe.

A visão da UNITA em relação à mulher e a comunicação social, foram outros assuntos que mereceram a abordagem do Vice-presidente da UNITA no encontro com jornalistas, membros da sociedade civil e fazedores de opinião.