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UNITA quer debate entre Adalberto Costa Júnior e João Lourenço na televisão

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A intenção vem manifestada num comunicado a que o Correio da Kianda teve acesso, nesta terça-feira, 27, onde desafia os canais de televisão detidos pelo Estado angolano a convidar os presidentes dos dois maiores partidos políticos em Angola – UNITA E MPLA – para um debate televisivo, através do qual se possa marcar uma nova era entre a comunicação social e as lideranças políticas. Um exercício recorrente em países democráticos de direito.

No referido comunicado, a UNITA, maior partido político na oposição em Angola, começa por repudiar o comportamento da TV Zimbo por estar, recorrentemente, a agredir “a ética e a deontologia da comunicação” no seu espaço de análise dos factos da semana, aos domingos, com um único convidado residente para abordar questões ligadas à UNITA, sem que para o efeito se convide alguém daquele partido, no intuito de promover o contraditório.

No entender do Comité Permanente do “galo negro”, com a promoção de entrevistas nos seus telejornais com este pendor, a TV Zimbo tem “o único propósito de desferir encomendadas calúnias, insultos e inverdades contra o presidente da UNITA”.

Aquela formação política, demonstra a existência de uma agenda política por parte da comissão de gestão da TV Zimbo contra a direcção da UNITA, por entender que “não é de todo normal e aceitável que a TV Zimbo tenha no seu telejornal, aos domingos, um residente permanente do MPLA e que trate regularmente de assuntos da UNITA, sem qualquer convidado que a represente e sem direito ao contraditório.

Em relação aos acontecimentos do último fim-de-semana, a formação fundada por Jonas Savimbi, entende ser um sinal de alerta para que as lideranças políticas devam assumir as suas responsabilidades para com a história.

“É uma oportunidade que clama por um diálogo envolvente, por meio de debates televisivos, entre os líderes dos maiores partidos políticos e não só”, por meio do qual “face à face sob o testemunho dos cidadãos angolanos e também a opinião pública internacional os líderes comunicariam a sua visão sobre os vários aspectos da nossa vida colectiva e orientariam a conduta a tomar pelos seus seguidores, simpatizantes, amigos e o povo em geral”. Adianta ainda o comunicado que esse exercício ajudaria a dissipar “os fantasmas do passado que ainda são infelizmente alimentados por pessoas de má fé”.

No mesmo documento, a UNITA lamenta o facto de alguns órgãos de comunicação social privados passarem à esfera do Estado, o que na sua visão adia a consagração da democracia efectiva, da alternância do poder político no país.

A Tv Zimbo, primeiro canal privado de televisão em Angola, foi fundada em 2008 e confiscada há cerca de três meses, pelo Estado angolano, por ter sido constituída com fundos públicos, tendo sido criada para o efeito, uma Comissão de Gestão coordenada pelo jornalista Paulo Julião, antes PCA da Televisão Pública de Angola.

Recentemente, a referida comissão foi alvo de críticas por alegada censura aos seus conteúdos por não ter permitido abordar um tema ligado ao caso relacionado com Edeltrudes Costa, director do Gabinete do Presidente da República, na rubrica ‘Directo ao Ponto’, de análise económica, e que tinha como convidado residente o jornalista e economista Carlos Rosado de Carvalho.

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