Politica
UNITA propõe observatório com académicos e igrejas para acompanhar eleições de 2027
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, defendeu no último sábado, 14, no Luena, província do Moxico, a criação de um observatório independente para acompanhar e monitorar as Eleições Gerais previstas para 2027 em Angola.
O dirigente político fez a declaração durante um acto que assinalou os 60 anos da fundação do partido, ocasião em que sublinhou que a inclusão de diferentes segmentos da sociedade como académicos, associações cívicas e organizações religiosas poderá contribuir para reforçar a transparência e a credibilidade do processo eleitoral.
Segundo Adalberto Costa Júnior, a criação de um mecanismo independente de observação eleitoral ajudaria a prevenir conflitos e a garantir a estabilidade política e social no país. O líder da oposição recordou que várias nações africanas enfrentaram crises políticas após eleições, muitas vezes associadas a suspeitas de falta de transparência nos processos de votação.
Durante o seu discurso, o presidente da UNITA voltou também a levantar dúvidas sobre a contratação da empresa espanhola Indra Sistemas para a gestão tecnológica dos processos eleitorais em Angola.
“É a mesma empresa a ser escolhida em todos os processos eleitorais. Será que isso significa confiança ou então medo?”, questionou, defendendo maior debate e transparência na escolha das empresas envolvidas na organização das eleições.
Além do acto político comemorativo, a UNITA realizou igualmente jornadas parlamentares na região, onde foram discutidas diversas questões relacionadas com a realidade política, económica e social do país.
As actividades incluíram ainda a celebração dos 60 anos de existência do partido no município do Muangai, considerado o berço histórico da organização política fundada em 1966.
