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UNITA exige esclarecimentos sobre morte de Monteiro Eliseu; jurista considera posição legítima

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A direcção da UNITA manifestou dúvidas sobre as circunstâncias da morte do deputado Monteiro Eliseu, admitindo a possibilidade de envenenamento com base nos sintomas apresentados pelo parlamentar.

A posição foi expressa pelo porta-voz e secretário nacional de Comunicação e Marketing do partido, Francisco Falua, que afirmou que a organização aguarda os resultados oficiais das autoridades sanitárias, nomeadamente da autópsia, para o esclarecimento das causas da morte.

Segundo Falua, “até os menos atentos foram vendo a regressão do físico de Monteiro, com a perda de massa muscular”, reforçando que as suspeitas de envenenamento são consideradas “muito fortes”. O dirigente recordou ainda o caso de Diamantino Mussokola, que, segundo a UNITA, morreu em circunstâncias semelhantes e cujo desfecho permanece sem esclarecimento público.

O também deputado defendeu que, em Angola, “as mortes de dirigentes da oposição não são devidamente apuradas”, alertando para alegados riscos à segurança de figuras políticas fora do poder. Acrescentou que o partido prestou apoio para o tratamento de Monteiro Eliseu no Brasil, mas que, apesar dos esforços, “perdemos o companheiro”.

A UNITA apela às autoridades competentes para que o caso não tenha o mesmo desfecho de outros episódios ainda por esclarecer, citando nomes como Mfulupinga Landu Victor, Ricardo de Melo, Alves Kamulingue, Isaías Cassule e novamente Diamantino Mussokola.

Por sua vez, o jurista Luís Van-Duném considera legítima a posição da UNITA, tendo em conta o número de casos envolvendo figuras do partido cujas mortes não foram totalmente esclarecidas. O especialista sublinha que o direito à vida está consagrado na Constituição e que cabe ao Estado investigar e esclarecer quaisquer situações que possam representar violação desse direito.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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