Politica
UNITA diz que decisão sobre INDRA não reflecte vontade dos angolanos e jurista desvaloriza críticas
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, afirmou que a contratação da empresa espanhola Indra para assegurar a logística tecnológica das eleições gerais de 2027 não reflecte a vontade dos angolanos, voltando a questionar a repetida escolha da mesma empresa em sucessivos processos eleitorais no país.
O líder da oposição falava na cidade do Luena, província do Moxico, durante um acto político alusivo aos 60 anos da UNITA, onde considerou que a decisão levanta dúvidas na opinião pública e demonstra falta de alinhamento entre o Governo e as preocupações manifestadas por vários sectores da sociedade.
Adalberto Costa Júnior questionou o facto de a mesma empresa continuar a ser escolhida para apoiar os processos eleitorais em Angola, lembrando que a Indra tem estado envolvida na componente tecnológica das eleições desde 2008.
“Até parece que no mundo não há mais nenhuma empresa. Por que é sempre a mesma empresa que faz as eleições todas desde 2008?”, questionou o dirigente político, acrescentando que a repetição dessa escolha levanta dúvidas quanto à transparência do processo.
Recentemente, a Comissão Nacional Eleitoral de Angola anunciou que a empresa espanhola venceu o concurso público internacional para fornecer soluções tecnológicas para as eleições gerais de 2027, após concorrer com outras três empresas.
As declarações do líder da UNITA surgem num momento em que o tema volta a alimentar o debate político em torno da organização das eleições no país.
Entretanto, o jurista e analista político António Cahebo desvalorizou as críticas da oposição, considerando que os questionamentos sobre a escolha da empresa carecem de fundamentação sólida e pouco contribuem para um debate institucional mais construtivo.
Para o especialista, o foco deve estar no reforço da confiança nas instituições e no funcionamento do processo democrático, defendendo um debate político mais responsável e baseado em argumentos consistentes.
Com as eleições gerais de 2027 ainda distantes, o tema da organização do processo eleitoral começa, entretanto, a ganhar espaço no debate político nacional, com posições divergentes entre a oposição e analistas sobre a escolha das empresas responsáveis pela componente tecnológica do pleito.

José
15/03/2026 em 12:29 am
Maldição, essa INDRA, tem votado unilateralmente a favor do SISTEMA, e contraria a vontade de um povo. Chega de injustiça.