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Sociedade

UNITA denuncia vandalização da casa do secretário geral do SINPES. Professores do Ensino Geral retomam greve em Maio

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O Grupo Parlamentar da UNITA emitiu esta terça-feira, 11, um comunicado em que demonstra “enorme preocupação com as denúncias do assalto e vandalização da residência do Secretário Geral do Sindicato dos Professores do Ensino Superior (SINPES), com ameaças de morte, ocorrido no dia 10 de Abril, em Luanda.

Eduardo Peres Alberto denunciou que os seus familiares têm sido alvo de ameaças de morte e a sua casa foi ontem vandalizada por desconhecidos. Desde o passado 28 de Março, o representante do SINPES tem denunciado que vem recebendo mensagens anónimas com ameaças.

“O Grupo Parlamentar da UNITA insta os Ministérios do Interior, do Ensino Superior e outros órgãos afins, no sentido de investigar e esclarecer este e outros casos de ameaças a grevistas e que os presumíveis autores sejam responsabilizados, pois, a greve é um direito constitucionalmente consagrado”, destaca o comunicado enviado à instantes à redacção do Correio da Kianda.

Para o GPU, “as greves cíclicas nos sectores da educação e do ensino superior são fruto das más políticas do Executivo da sua incapacidade e intransigência nas negociações com a classe, com consequências drásticas patentes no aproveitamento final dos estudantes”.

Em greve há mais de um mês, os professores reivindicam melhores salários e condições para a categoria, numa paralisação sem previsão de término.

“Numa altura em que o ano lectivo caminha para o fim, os professores do ensino superior mantêm a greve activa por considerarem não haver respostas do Executivo relativas aos pontos constantes do caderno reivindicativo”.

No mesmo comunicado, os parlamentares da UNITA avançam que “os professores do ensino geral denunciam o incumprimento do Executivo quanto aos acordos firmados nas últimas negociações, pelo que prometem voltar à greve em Maio, mesmo que isso interfira nos exames finais e, consequentemente, no aproveitamento dos alunos”.

“O Grupo Parlamentar da UNITA apela ao bom senso das partes e, sobretudo, ao Executivo para que cumpra com os acordos firmados para a salvaguarda dos interesses dos professores, dos estudantes e da sociedade ameaçada com a incerteza do fim do ano lectivo”, solicita o GPU e promete que vai solicitar audições parlamentares aos ministros do Interior e do Ensino Superior”.

“Pretendemos tudo fazer para exigir que o Executivo cumpra com a implementação das percentagens estabelecidas para a educação pelos organismos internacionais, no quadro do OGE, por formas a garantir uma qualidade de ensino que crie quadros capazes de competir de igual para igual em qualquer parte do mundo”, finaliza o documento.