Politica
UNITA denuncia intimidação de autoridades tradicionais no leste
Foi durante a conferência de imprensa de balanço da visita do Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, à região leste do país, que teve lugar esta quarta-feira, 12, em Luanda, que o seu Secretário-Geral disse terem recebido muitas lamentações de fome e pobreza vindas de todas as faixas etárias.
Álvaro Daniel disse que o partido recebeu várias contribuições dos partidos políticos e sociedade civil, bem como sugestões de como as preocupações levadas como a fome e pobreza e outras podem ser ultrapassadas.
A UNITA disse ainda que as empresas diamantíferas na província da Luanda Norte “estão a escravizar os trabalhadores”, e a priorizar mão-de-obra que vêm de outras regiões do país, em detrimento dos cidadãos natos, razão pela qual regista-se um índice elevado de jovens desempregados na zona mais ao norte de Angola.
Para o político esta “discriminação” requer um estudo aprofundado.
A UNITA disse ainda ter recebido relatos de assassinatos e torturas de cidadãos por empresas de segurança, ligadas a pessoas do aparelho do Estado.
Denunciou ainda maus tratos nas áreas de exploração diamantífera, onde afirma que “a vida das pessoas não tem valor”.
Álvaro Daniel defendeu ser também necessário que “o governo assuma a fome e da pobreza como um problema de emergência nacional” e convoque a sociedade e parceiros internacionais para um estudo aprofundado por forma a encontrar soluções.
O político denunciou que neste momento estão a ser intimidadas as autoridades tradicionais e membros da sociedade civil que receberam a comitiva da UNITA durante a sua jornada de trabalho na província da Lunda Norte.
A UNITA avançou também que só na província do Moxico, mais de 85 mil crianças estão fora do sistema de ensino, embora considere que os dados estão por se actualizar, tendo em conta a nova divisão político administrativa do país.
O político disse ainda que o Galo Negro constatou que a famosa Vila de Cafunfo regrediu e se deteriorou tanto, que se transformou naquilo a que chama de “vergonha do Estado”.
