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UNITA defende responsabilização civil e criminal de gestores que não cumprem com os projectos

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O Grupo Parlamentar da UNITA manifestou esta, segunda-feira, 06, “preocupação” com as consequências das chuvas que caíram sobre o país nos dias 4 e 5 de Abril, que provocaram até agora 29 mortos e vários feridos nas províncias de Luanda e Benguela, além de dezenas de famílias desalojadas.

A UNITA endereça “os mais profundos sentimentos de pesar às famílias das vítimas” e exprime solidariedade, esperando que os afectados encontrem o amparo e proteção divina, bem como ajuda das autoridades e da sociedade para a devida acomodação e reinstalação”.

Na nota a que a Rádio Correio da Kianda teve acesso, o maior partido da oposição insta o Executivo a adotar “medidas preventivas eficazes e transparentes” para evitar a repetição de tragédias a cada época chuvosa. Entre as ações exigidas estão o controlo e fiscalização das construções em zonas seguras, a limpeza e manutenção dos canais de drenagem de águas pluviais e das redes de esgoto nos principais centros urbanos.

Para o Grupo Parlamentar da UNITA, “a inversão de prioridades do Executivo e a não execução de projetos que estanquem os danos causados pelas chuvas são a causa principal desta e de outras tragédias”, sublinhando que “a chuva é um fenómeno natural previsível”.

A UNITA defende ainda que “sejam responsabilizados civil e criminalmente os gestores que não cumprem com os projetos e desviam os recursos que visam evitar danos causados por este tipo de calamidades”, de forma a evitar que “mais angolanos percam as suas vidas”.

As fortes chuvas que cairam só no último fim-de-semana provocaram inundações, desabamento de residências e corte de vias em vários bairros de Luanda e Benguela.

Entretanto, várias equipas de proteção civil e bombeiros continuam no terreno para apoio às vítimas e levantamento dos danos.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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