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Eleicoes 2017

UNITA contesta resultados provisórios e já fala em “soluções parlamentares”

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O mandatário do partido do “Galo Negro” para as eleições promete demonstrar, através das actas de voto, que o seu partido e o MPLA estão a disputar “de forma renhida” a vitória e fala mesmo da possibilidade de coligações pós-eleitorais.

A CNE está “equivocada” e os resultados anunciados são “falsos”, declarou José Pedro Catchiungo.

“Não é possível, hoje em dia em Angola, o MPLA ganhar em todas as províncias, como a senhora Ferreira está a dizer”, afirmou.

Os números que estão a ser compilados pela UNITA fundamentam-se nas actas-síntese das assembleias de voto, forçosamente assinadas pelos delegados de lista presentes durante a contagem e depois afixadas no local da votação.

É com estes números como suporte que o partido liderado por Isaías Samakuva diz que apenas o MPLA e a UNITA podem ganhar, mas por diferenças mínimas que abrem caminho às coligações contra o partido no poder, e já admitidas pelos principais partidos da oposição.

“Há uma diferença muito renhida. Primeiro, nenhum partido vai conseguir ganhar com uma maioria muito expressiva. Segundo, os partidos com possibilidades de ganhar estas eleições são a UNITA e o MPLA”, disse José Pedro Cachiungo.

“Quer ganhe um ou outro, a diferença vai ser mínima”, declarou o mandatário.

“Daqui adviriam soluções parlamentares sobre as quais agora os analistas se vão debruçar”, expôs José Pedro Cachiungo.

A coligação CASA-CE – que também contesta a veracidade dos números provisórios apresentados hoje pela CNE – também admitiu a eventualidade de se coligar com a UNITA para “deslocar o MPLA” do poder.

A UNITA afirma que não pretende contestar os resultados das eleições, segundo José Pedro Cachiundo.

“Estamos abertos a trabalhar com a CNE para ver onde estão as nossas diferenças e o país ainda está calmo. Vamos convidar a CNE a que ambos conciliemos as nossas visões e cada um argumentará com robustez a razão dos números que produz”, declarou.

De acordo com os resultados provisórios anunciados pela Comissão Nacional Eleitoral, referentes ao escrutínio de 16.692 mesas de voto (65,53% do total) quase cinco milhões, novecentos e trinta e oito mil, oitocentos e cinquenta e três eleitores (63,74%), o MPLA lidera a contagem, tendo sido o partido escolhido por dois milhões, oitocentos e dois mil e duzentos e seis votos (64,57% do universo de votantes).

A UNITA fica em segundo lugar, embora a uma distância substancial do MPLA, com 24, 4 por cento, o que corresponde a pouco mais de 1, 04 milhões de votos.

A CASA-CE fica em 3º lugar, com 8, 56 por cento, pouco mais de 371 mil votos.

O PRS fica-se pelos 59 357 votos (1, 37%), a FNLA consegue 41 034 votos (0, 95%) e a APN fica-se pelos 22 471 votos (0,52%).

De recordar que, em 2012, o MPLA ganhou as eleições gerais com 4 135 503 votos, correspondentes a 71,8%, a UNITA conquistou 1 074 565 (18,7%), a CASA-CE 345 589 (6,0%), o PRS 98 233 (1,7%), e a FNLA 65 163 (1,1%).

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