Partidos Politicos
UNITA apresenta-se como alternativa viável e credível na assunção ao poder em 2027, afirma ACJ
O líder cessante da UNITA defendeu nesta sexta-feira, 28, em Luanda, que o seu partido e os seus membros nunca vão se auto-excluir, e disse ser hora de pôr cobro a excessos e violações dos direitos, garantias e liberdades dos cidadãos.
Adalberto Costa Júnior fez esta afirmação durante abertura do XIV Congresso Ordinário do “Galo Negro” que se estende até 30 de Novembro do ano em curso.
Costa Júnior, que concorre à sua própria sucessão com Rafael Massanga Savimbi, disse que a UNITA apresenta-se como alternativa viável e credível para assumir as rédeas do poder político em 2027.
Entretanto, o XIV Congresso da UNITA esteve em debate nesta sexta-feira no espaço “Especial Informação”. O académico, Sérgio Dundão, disse na manhã desta sexta-feira, à Rádio Correio da Kianda, que o principal desafio dos partidos políticos em Angola prende-se com o pós congresso, daí questiona se depois do XIV Congresso, a UNITA estará unida ou dividida, em caso de o candidato derrotado intentar uma acção junto do Tribunal Constitucional como aconteceu no último conclave.
Sérgio afirma, por outro lado, que esta situação não se circunscreve apenas à UNITA, por isso, considera de um paradoxo nos partidos da oposição em Angola.
Sérgio entende. por outro lado, que para acautelar essas desavenças, a UNITA procura realizar o debate entre os candidatos em circuito fechado.
O especialista destacou um outro desafio com o aproximar das eleições de 2027, com o surgimento de novos actores políticos em Angola, e espera que o “Galo Negro” se defina se vai as eleições como UNITA, ou no formato de coligação.
Por seu turno, o jurista, Luís Van-Duném, pensa que, se a UNITA não tem o PRA JA e o BD numa situação periclitante, e a alegada ala conservadora do “Galo Negro” mostra-se contra a coligação, não acredita que Adalberto Costa Júnior, tenha argumentos para forçar uma plataforma eleitoral.
Luís considera que uma possível coligação vai levar os integrantes de outras forças política a ocuparem lugares cimeiros na lista de candidatos à Assembleia Nacional, à semelhança do que ocorreu com o PRA-JA, nas eleições de 2022, deixando assim muitos quadros seniores da UNITA fora do Parlamento.
