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Politica

UNITA acusa Director de gabinete do secretário geral adjunto de colaborar com o regime para colocar uma liderança “fantoche” no partido

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Num documento de carácter interno dirigido aos secretários provinciais, a dirceção UNITA, esclarece aos responsáveis do Galo Negro, sobre conversa de um áudio divulgado nas redes sociais, entre o secretário Nacional das Estruturas da UNITA João Chitunda e o chefe do Gabinete do secretário geral adjunto Rafael Mukanda “Sanesse”, discutindo assunto interno e fortes acusações da actual direcção do partido com pessoas ligadas ao ex-presidente da República José Eduardo dos Santos.

A nota assinada pelo secretário geral Álvaro Chikwamanga Daniel, acusa o chefe de gabinete do secretário geral adjunto Rafael Mukanda “Sanessa”, de pertencer a um grupo restrito dentro da UNITA, que disparam dentro e fora contra actual direcção por estar alinhados com estratégia de João Lourenço que tudo faz, manipulando os tribunais para colocar a liderança da UNITA um presidente “fantoche, do seu gosto e prazer” para se manter no poder e conseguir facilmente mais um mandato, lê-se no documento.

Sobre alegada aliança entre os marimbondos e atual direcção liderada pelo Adalberto da Costa Júnior e o possível financiamento pelos familiares do ex-presidente da República, nas suas actividades, a UNITA nega tais acusações e diz que nunca recebeu um tostão dos marimbondos, e acrescenta, que não estão ligados ao actual presidente João Lourenço e nem ao ex-presidente José Eduardo dos Santos.

“combater os marimbondos é combater todos os que enriqueceram ou levaram ilicitamente o dinheiro de Angola para o estrangeiro”, lê-se no documento.

Entretanto, em entrevista ao Correio da Kianda o director do gabinete do secretário geral adjunto Rafael Mukanda “Sanessa”, diz que os argumentos evocados no documento “não tem cabeça, tronco e membro”, e assegura que actual direção da UNITA segue agenda da família do ex-presidente do MPLA e da República.

“Nunca abandonei o secretariado, mas teve que me ausentar devido a saída do secretário geral adjunto fora de Luanda, segundo ele, até ao momento continua exercer as suas funções de chefe de gabinete do secretário adjunto, porque, até ao momento não teve contacto com nenhum despacho da sua exoneração”.

O também ex-candidato a liderança da JURA afirma que o documento visa somente justificar quem chamou o “guia e mestre de assassino”, referindo-se ao presidente fundador da UNITA Jonas Savimbi.

Rafael “Sanessa”, disse também que actual direção instalou um clima de medo e intimidação, e quem fala mal ou critica o presidente da UNITA é suspenso ou expulso, de acordo com Rafael, ninguém pode ir contra Adalberto Costa Júnior e todos são abrigados a dizer sim, sim, reforçou.

O alto responsável do Gabinete do secretariado geral da UNITA, desvaloriza os argumentos da direção do seu partido sobre a não aliança e financiamento dos marimbondos, assegurando que os dirigentes do Galo Negro são aliados dos marimbondos e recebem financiamento para realização de actos políticos de massas de grande dimensão.

“Apesar do documento quer desmentir, hoje a UNITA tem uma agenda diferente e estranha, serve uma agenda da família de José Eduardo dos Santos”, frisou. O jovem político sublinha que isto é um desvio ideológica da linha política da UNITA.