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União Europeia e os seus Estados membros não vão participar da tomada de posse de Maduro

Redação

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A União Europeia (UE) e os seus Estados membros não vão estar hoje presentes na tomada de posse de Nicolás Maduro para um segundo mandato como presidente da Venezuela, ao considerar que as últimas eleições presidenciais não foram “nem livres nem justas”.

“Neste contexto, a UE e os Estados membros não vão participar na sessão de tomada de posse presidencial de hoje”, indicou a porta-voz comunitária para assuntos exteriores, Maja Kocijancic, na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia.

A porta-voz afirmou que “deixámos muito claro que as eleições presidenciais não foram livres nem justas”.

Kocijancic lamentou a situação “apesar de todas as chamadas da comunidade internacional, incluindo da União Europeia, para que haja novas eleições em conformidade com os padrões internacionais”.

“A UE continuará, no entanto, o seu compromisso diplomático e político em apoio de uma solução política pacífica e democrática à crise na Venezuela, mantendo abertos os canais de comunicação com todos os parceiros relevantes”, especificou.

Por sua vez, lembrou que se espera hoje uma reação em nome da UE sobre a tomada de posse de Maduro.

Na sua última reunião, no passado 10 de dezembro, os ministros dos Negócios Estrangeiros comunitários abordaram a posição que adotariam perante o segundo mandato de Maduro.

A alta representante da UE para a Política Externa, Federica Mogherini, indicou então que, chegada a posse, a UE expressaria a sua postura “muito claramente e de forma comum”.

Nessa reunião de dezembro, os ministros também continuaram a perfilar um “grupo de contato” que, composto por países comunitários e latino-americanos, vai procurar “facilitar” o diálogo na crise política venezuelana.

Kocijancik também tinha afirmado esta quarta-feira que a UE, além de novas eleições, pede a Caracas respeitar a Assembleia Nacional, libertar todos os presos políticos e cumprir com o Estado de direito, os direitos humanos e as liberdades fundamentais.

Maduro ganhou as eleições do último maio com ampla margem, aos quais a maioria da oposição não se apresentou por considerá-las fraudulentas e devido à inabilitação ou detenção das suas principais figuras.

A oposição e parte da comunidade internacional assinalaram que não vão reconhecer um novo período de Maduro, mas o governante reiterou esta segunda-feira que irá jurar o cargo para “cumprir a vontade popular” expressada no seu triunfo eleitoral.

 

EFE

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