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União Europeia descarta fraude eleitoral no Equador após denúncias da oposição
A missão de observação eleitoral da União Europeia (UE) para o Equador afastou a existência de fraude nas eleições gerais, em resposta às acusações feitas inicialmente pela candidata presidencial da oposição e, após os resultados, pelo presidente e recandidato.
Numa conferência realizada esta terça-feira, 11, em Quito para apresentar o seu relatório preliminar, o chefe da missão, Gabriel Mato, destacou que as eleições no Equador foram “transparentes, bem organizadas e pacíficas”.
No entanto, o também eurodeputado espanhol sublinhou que existem desafios pendentes, como a publicidade nas redes sociais, a utilização dos meios de comunicação públicos e a falta de separação entre as actividades eleitorais e governamentais por parte do presidente e candidato, Daniel Noboa.
“Não temos um único elemento objectivo de que tenha havido algum tipo de fraude”, garantiu Mato, em referência às irregularidades denunciadas primeiro pela candidata Luisa González, do movimento Revolução Cidadã (RC), liderado pelo ex-Presidente Rafael Correa (2007-2017).
Já Daniel Noboa denunciou as “muitas irregularidades” na votação e resultados da primeira volta das eleições presidenciais, realizada no domingo, que ditou a disputa de segunda volta com a candidata da oposição Luisa González.
Noboa venceu a primeira volta das eleições presidenciais que decorreu no domingo, por uma margem de apenas 0,2%, pouco mais de 20 mil votos, contra González, que, no entanto, defende nas suas redes sociais que foi a mais votada nas urnas.
A segunda volta está agendada para 13 de Abril.
No domingo, além da primeira volta das presidenciais decorreram ainda eleições legislativas que determinaram a vitória do partido de Noboa, apesar de ainda necessitar de alianças para garantir uma maioria.
