Connect with us

Mundo

União Europeia contribui com o FMI para alívio da dívida de 29 países

Redação

Published

on

A União Europeia (UE) disponibilizou 183 milhões de euros ao programa para alívio da dívida do Fundo Monetário Internacional (FMI), que abrange 29 países vulneráveis como Guiné-Bissau, São Tomé e Moçambique, ajudando-os a combater a crise da covid-19.

Em comunicado divulgado, nesta segunda-feira, 23, a Comissão Europeia informa que a UE “contribuirá com 183 milhões de euros para o Fundo de Contenção e Alívio de Catástrofes do FMI para o alívio da dívida em 29 países de baixo rendimento, permitindo-lhes aumentar as suas despesas sociais, sanitárias e económicas em resposta à crise da covid-19”.

O anúncio foi feito após a cimeira do G20 no passado fim de semana, entre as 20 maiores potências económicas mundiais, que aconteceu este ano por videoconferência dada a pandemia de covid-19 e sob a presidência da Arábia Saudita.

Nesta cimeira digital, foi aprovado um enquadramento comum sobre o tratamento da dívida destes países mais pobres, como proposto aliás pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para uma “Iniciativa de Recuperação Global que associa investimentos e alívio da dívida aos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável” das Nações Unidas, aponta o executivo comunitário na nota de imprensa.

Com a contribuição agora anunciada, a UE torna-se o maior doador do Fundo de Contenção e Alívio de Catástrofes do FMI, que até agora já recebeu mais de 500 milhões de dólares (cerca de 420 milhões de euros) em donativos dos países doadores.

Este fundo visa ajudar a pagar dívidas ao FMI de países de baixos rendimentos atingidos por catástrofes naturais ou que lutam contra emergências de saúde pública ou pandemias globais, como a covid-19.

Com este alívio da dívida, 29 países podem libertar recursos para satisfazer necessidades excepcionais da balança de pagamentos criadas por essas situações de emergência, em vez de terem de afectar verbas ao pagamento.

Até ao momento, com as duas primeiras parcelas de alívio (disponibilizadas em Abril e Outubro), os países em causa conseguiram aumentar as suas despesas prioritárias projectadas para este ano em cerca de 1,2 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB), sendo que as despesas em saúde e protecção social aumentaram, em média, em cerca de 0,5 pontos percentuais.

Este apoio de curto prazo à liquidez visa, ainda, contribuir para a estabilidade macroeconómica dos países abrangidos.

Deste programa do FMI fazem parte países lusófonos como Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.

Por Lusa

Continue Reading
Advertisement
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Advertisement

Colunistas

Ladislau Neves Francisco
Ladislau Neves Francisco (23)

Politólogo - Comunicólogo - Msc. Finanças

Olivio N'kilumbo
Olivio N'kilumbo (21)

Politólogo

Vasco da Gama
Vasco da Gama (81)

Jornalista

Walter Ferreira
Walter Ferreira (15)

Coordenador da Plataforma Juvenil para a Cidadania

© 2017 - 2020 Todos os direitos reservados a Correio Kianda. | Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização.
Ficha Técnica - Estatuto Editorial RGPD