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União Africana lamenta morte do presidente tanzaniano

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O presidente em exercício da União Africana (UA) e chefe de Estado da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, lamentou a morte do presidente tanzaniano, John Magufuli, homenageando um “orgulhoso defensor” da independência do continente africano.

“Enquanto presidente em exercício da União Africana (UA), o Presidente Tshisekedi presta homenagem a um sólido parceiro que defendeu orgulhosamente a independência do continente africano”, escreveu a Presidência da República da RDCongo numa publicação na sua conta oficial na rede social Twitter.

Félix Tshisekedi, que assumiu em Fevereiro a presidência da organização que junta 54 países africanos, manifestou “grande tristeza pelo desaparecimento” do seu homólogo tanzaniano e apresentou “sentidas condolências ao povo irmão da Tanzânia”.

O Presidente da República da Tanzânia, John Magufuli, morreu ontem aos 61 anos devido a doença cardíaca, segundo informação avançada pela vice-presidente do país, Samia Suluhu, depois de semanas de especulação sobre o seu estado de saúde.

“É com grande pesar que vos informo que ontem, 17 de Março de 2021, às 18:00 horas (14h em Luanda), perdemos o nosso corajoso líder, o Presidente John Pombe Magufuli da Tanzânia”, disse Samia Suluhu Hassan.

Hassan disse que o chefe de Estado morreu no Hospital Emilio Mzena, uma estrutura governamental em Dar es Salaam, onde estava a ser tratado, adiantando que sofreu de problemas cardíacos durante 10 anos.

“O país ficará de luto durante duas semanas”, acrescentou Suhulu.

Magufuli, que não aparecia em público desde 27 de Fevereiro dando azo a vários rumores sobre a sua saúde, morreu em Dar es Salam, capital económica de Tanzânia, precisou Suhulu.

Há semanas que circulavam rumores sobre a saúde de Magufuli, que davam conta de que teria procurado ajuda médica no estrangeiro, depois de ter sido infectado com o novo coronavírus, de acordo com a oposição no país.

Magufuli era um dos mais proeminentes negacionistas africanos da covid-19, tendo afirmado que a Tanzânia estava “livre” de covid-19, em virtude das orações dos tanzanianos.

Reeleito em Outubro, Magufuli, apelidado de “bulldozer”, chegou ao poder em 2015, prometendo combater a corrupção.

O seu primeiro mandato foi marcado, segundo muitas organizações de direitos humanos, por uma deriva autoritária, repetidos ataques à oposição e o recuo das liberdades fundamentais.

Por Lusa 

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