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União Africana defende unidade, reformas e compromisso renovado com a Agenda 2063

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Os líderes da União Africana assinalaram o Dia de África 2026 com um apelo conjunto à unidade continental, aceleração das reformas institucionais e reforço do compromisso com a Agenda 2063, principal plano estratégico de desenvolvimento do continente.

A mensagem foi divulgada pelo presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, e pelo Presidente do Burundi e actual presidente em exercício da organização continental, Évariste Ndayishimiye.

As celebrações marcam os 63 anos da criação da Organização da Unidade Africana, fundada em 1963, sob o lema: “63 anos de unidade, integração e desenvolvimento: celebremos juntos”.

No pronunciamento, Mahmoud Ali Youssouf destacou o crescimento da influência africana nos assuntos internacionais, sublinhando a entrada permanente do continente no G20 e reiterando a exigência africana de reformas profundas no sistema multilateral, incluindo o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O dirigente defendeu ainda maior justiça histórica para África, apoiando iniciativas ligadas às reparações pela escravatura e colonialismo.

Já o Presidente Évariste Ndayishimiye alertou para os desafios persistentes no continente, nomeadamente conflitos armados, terrorismo, alterações climáticas, deslocamentos forçados e dificuldades no acesso à educação.

“Uma criança africana privada de educação hoje representa uma parte do futuro de África que estamos a abandonar amanhã”, afirmou.

Os dois líderes reforçaram igualmente o compromisso com a Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA), considerada essencial para o crescimento económico, industrialização e criação de emprego para a juventude africana.

Outro destaque foi a prioridade dada à segurança hídrica e saneamento, definidos como pilares fundamentais para alcançar os objectivos da Agenda 2063.

Durante as celebrações, a União Africana destacou também o número recorde de selecções africanas qualificadas para o Mundial de Futebol, interpretado como sinal do potencial da juventude africana.

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