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União Africana condena violência na Nigéria

Redação

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O presidente da Comissão da União Africana (UA) condenou hoje veementemente a violência em Lagos, na Nigéria, e apelou aos intervenientes para rejeitarem o uso da violência e respeitarem os direitos humanos e o Estado de direito.

Numa declaração divulgada hoje sobre a situação na Nigéria, onde se têm registado confrontos no seguimento de manifestações contra a violência policial, os quais resultaram em vários mortos e feridos na terça-feira, Moussa Faki Mahamat exortou ainda as partes “a privilegiarem o diálogo, a fim de desanuviar a situação e encontrar reformas concretas e duradouras”.

O presidente da UA congratulou-se com a decisão do Governo nigeriano de desmantelar o Esquadrão Especial Anti-Roborno (SARS), uma das exigências dos manifestantes, classificando a medida como “um passo importante nesta direção“.

Reiterando “o compromisso da UA de continuar a acompanhar o Governo e o povo da Nigéria no apoio a uma solução pacífica”, Moussa Faki Mahamat encorajou as autoridades nigerianas a conduzir “uma investigação para assegurar que os autores de actos de violência sejam responsabilizados”.

Os protestos na Nigéria têm como alvo os membros do Esquadrão Especial Antirroubo (SARS, em inglês), uma força policial acusada por grupos de defesa dos direitos humanos de ter matado e torturado cidadãos nigerianos.

A contestação teve início depois de um vídeo de agressões alegadamente cometidas por membros do SARS ter sido divulgado nas redes sociais.

Como resposta aos protestos, o Governo nigeriano anunciou, no dia 11 de Outubro, que iria desmantelar esta força policial, mas tal não foi suficiente para demover os manifestantes, que reclamam o fim das agressões por parte das forças de segurança.

Na terça-feira, pelo menos uma dúzia de manifestantes morreram em Lagos, após uma repressão pelas forças de segurança em protestos contra a violência policial, segundo a Amnistia Internacional (AI).

A repressão já foi condenada pela Comissão Europeia e as Nações Unidas.

Os protestos têm-se realizado um pouco por todo o país, que conta com uma população superior a 196 milhões de pessoas, com principal destaque para a maior cidade, Lagos, a capital, Abuja, e outras importantes cidades, como Port Harcourt, CalabarAsaba e Uyo.

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