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UNESCO preocupada com violência contra jornalistas durante manifestações

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A diretora-geral da UNESCO (agência das Nações Unidas) manifestou hoje preocupação “com o aumento dos atos de violência contra jornalistas” durante a cobertura mediática de manifestações, lembrando que “a liberdade de expressão é um elemento vital da democracia”.

“Acobertura de acontecimentos em direto está no centro do trabalho jornalístico”, afirmou Audrey Azoulay, a ex-ministra francesa que foi eleita em outubro de 2017 para a liderança da Agência das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), organismo que tem a missão, entre outras funções, de proteger a liberdade de expressão.

Tal trabalho é “essencial para garantir a liberdade de imprensa e o direito à informação”, insistiu a diretora-geral da UNESCO, num comunicado.

No entanto, lamentou a agência das Nações Unidas, “nos últimos anos, vagas de protestos em todo o mundo demonstraram os riscos do uso desproporcionado da força por parte das forças policiais contra jornalistas: repórteres que foram mortos ou feridos por balas de borracha, outros, envolvidos na cobertura mediática ao vivo de manifestações, foram detidos ou acusados de não acatar ordens de dispersão, e equipamento profissional foi confiscado ou destruído”.

No início deste mês de junho, a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, denunciou uma “agressão sem precedentes” contra os profissionais de comunicação social nos Estados Unidos, país que tem sido cenário nas últimas semanas de uma vaga de protestos antirracismo e contra a violência policial desencadeados pela morte em maio de um afro-americano (George Floyd) em Minneapolis quando estava sob custódia policial.

No comunicado divulgado hoje, a UNESCO lembrou que, desde 2013, formou mais de 3.400 membros das forças de segurança em 17 países e quase 17.000 juízes e funcionários judiciais na América Latina e no continente africano ao abrigo de programas de formação dedicados especificamente à liberdade de expressão.

Uma forma, segundo frisou a organização, de ajudar estes diferentes atores a compreender este “direito fundamental”, bem como o papel essencial dos meios de comunicação social na democracia.

UNESCO apelou ainda a uma generalização “destes instrumentos pedagógicos a todos os países”.

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