Connect with us

Opinião

Um olhar ao empreendedorismo feminino

Published

on

O Empreendedorismo é associado a iniciativa, inovação, possibilidade de fazer coisas novas e/ou de maneira diferente, assim como a capacidade de assumir riscos. Subentende-se, portanto, que as pessoas empreendedoras estão prontas para agir, desde que existam condições favoráveis e o apoio necessário.

A promoção do empreendedorismo feminino deve ser um meio para o combate à desigualdade, assim como forma de desenvolvimento de um potencial económico a explorar. A introdução da disciplina de empreendedorismo no ensino de base por exemplo, facilita a adopção de atitudes empreendedoras e conduz ao aumento da actividade empreendedora como meio de mobilização das mulheres na vida económica.

O fomento do empreendedorismo feminino é fundamental, não só para a melhoria da competitividade e inovação da nossa economia, mas também, através do estímulo à criação do próprio emprego/empresa, para a prevenção e proteção face ao desemprego. Contudo, e apesar dos progressos dos últimos anos, em Angola, a exploração do potencial empreendedor das mulheres encontra-se ainda aquém do desejável.

Para a mulher Angolana, o empreendedorismo é uma questão cultural, porque a mulher Angolana é empreendedora por natureza. Apear disto, é precisso assumir como orientação estratégica aumentar a participação no mercado de trabalho e reduzir o desemprego estrutural, desenvolvendo novas competências e criando emprego. Será no pressuposto de que um maior equilíbrio entre homens e mulheres, nas posições de decisão e poder, que o empreendedorismo feminino, contribuirá para a criação de mais e melhor emprego e estimulará, em termos gerais a economia nacional. A necessidade de se promover a igualdade de gênero constitui uma pré-condição para o crescimento, o emprego e a coesão social, bem como para a eliminação de todos os tipos de barreiras e obstáculos na mobilização plena das competências e capacidades de mulheres e homens.

Em Angola apesar de o empreendedorismo feminino ser um fenómeno em fase embrionária, e, por isso, ainda pouco explorado, principalmente no que se refere às motivações para empreender. Ainda assim, estudos realizados indicam que as motivações primárias das mulheres são bastante similares às dos homens, passando essencialmente por factores económicos, percepção de oportunidades de mercado, independência, autorrealização e insatisfação com o emprego.

Porém, apesar dos progressos registados, visível no aumento de emprego de mulheres ao longo dos últimos anos, o mercado de trabalho apresenta-se segregado em termos horizontais e verticais e a participação económica das mulheres apresenta um conjunto de vulnerabilidades, tais como, maiores índices de desemprego e o Mercado informal, níveis salariais inferiores, reduzida ocupação de cargos de chefia intermédia e de topo e menores possibilidades de progressão na carreira. Com efeito, foi com base na percepção de que a independência económica e a presença feminina na construção de um emprego ou empresa próprias que vários instrumentos foram concebidos ao nível mundial. Por isso, a promoção e a visibilidade da participação das mulheres no mercado de trabalho têm de ser traduzidas ao nível de políticas públicas, que chama a atenção para os domínios prioritários de acção em matéria de igualdade de género desenvolvimento de redes de serviços e produtos, usando as novas tecnologias como forma de se estabelecer parcerias.

 

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *