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Sociedade

Um em cada quatro cidadãos angolanos não sabe ler nem escreve

Redação

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- Analfabetismo - Um em cada quatro cidadãos angolanos não sabe ler nem escreve

Um em cada quatro cidadãos angolanos não sabe ler e nem escrever, o que representa uma taxa elevada de analfabetismo, revelou ontem, em Luanda, a ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira.

Ao intervir no acto comemorativo do Dia Internacional da Alfabetização, que se assinala amanhã, a governante manifestou-se preocupada com o actual quadro e disse que é importante o engajamento de todos para se ultrapassar o problema.

“Devemos executar um programa de prevenção e de combate ao abandono escolar que cresce, visivelmente, em várias regiões do país”, frisou, sublinhado que caso se mantenha tal crescimento, os efeitos serão negativos, o que poderá se reflectir, negativamente, no problema do analfabetismo.

Com o propósito de se inverter o quadro, foi lançado oficialmente, ontem, o Plano de Acção para Intensificação da Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos, denominado “EJA-Angola-2019-2022”. O referido instrumento, considerado importante, visa a operacionalização das políticas e estratégias do Executivo, para o alcance dos objectivos e metas previstas no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2022, relativamente à educação de jovens e de adultos.

Dos objectivos do “EJA-Angola-2019-2022” constam, entre outros, a redução do índice de analfabestimo literal e funcional da população jovem e de adultos, com realce para as mulheres nas zonas rurais e periurbanas, através da intensificação das acções de alfabetização.

A ministra de Estado, Carolina Cerqueira, disse ser necessário que o referido programa seja avaliado de seis em seis meses, para se aferir as melhorias que devem ser, sucessivamente, introduzidas ao longo dos próximos três anos.

A governante espera que, a partir de agora, se comece a intensificar o programa de alfabetização, de modo a se atingir todo o país e se poder aumentar, gradualmente, a taxa de literacia em adultos.

“A ideia é o aumento dessa taxa, dos actuais 76 por cento de alfabetizados para 82% em 2022”, realçou, para quem para o alcance desse objectivo programou-se a reactivação, imediata, da Comissão Nacional de Alfabetização que tem a missão de dirigir e mobilizar recursos humanos e materiais para a execução do “EJA-Angola-2019-2022”, aprovado pelo Decreto Presidencial nº 257/19 de 12 de Agosto.

 

C/ JA

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