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UA reage ao golpe e afasta Guiné-Bissau da organização

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A União Africana (UA) anunciou esta sexta-feira, 28, a suspensão imediata da Guiné-Bissau de todos os seus órgãos, na sequência do alegado golpe de Estado ocorrida esta semana no país. A decisão foi confirmada pelo presidente da Comissão da UA, Mahamoud Ali Youssouf, em declarações à imprensa.

A medida surge num momento de forte tensão política em Bissau, marcada pela detenção de altos responsáveis, confrontos entre facções militares e pela saída do Presidente deposto, Umaro Sissoco Embaló, que deixou o país rumo ao Senegal após ser retido durante as primeiras horas da ofensiva militar. Várias figuras da sua guarda, membros do Governo e elementos das forças de segurança permanecem sob custódia dos golpistas.

Desde o início da crise, as fronteiras foram encerradas, o processo eleitoral suspenso e a junta militar afirmou ter assumido “controlo total” do país, alegando irregularidades eleitorais e riscos à ordem constitucional. A comunidade internacional tem alertado para a escalada da violência e para a deterioração da estabilidade institucional.

Com a suspensão, a Guiné-Bissau perde o direito de participar em reuniões, votações e iniciativas dos órgãos da UA  uma sanção aplicada habitualmente a Estados onde ocorrem mudanças anticonstitucionais de governo. A organização continental reforça, assim, a sua política de tolerância zero a golpes de Estado, num contexto regional já marcado por instabilidade no Mali, Burkina Faso, Níger e Guiné-Conacri.

A UA insta as autoridades de facto a restaurarem a ordem constitucional, libertarem os detidos e retomarem o processo democrático. Até ao momento, não houve reação oficial da junta militar à decisão.

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