Sociedade
Tuberculose mata centenas e deixa milhares sem tratamento adequado em Angola
A tuberculose continua a ser uma ameaça grave à saúde pública em Angola. Seiscentas e cinquenta e sete pessoas morreram vítimas da doença em 2025, enquanto mais de 85 mil cidadãos foram diagnosticados com tuberculose no mesmo período, revelou o coordenador do Programa Nacional de Controlo da Tuberculose, Damião Victoriano.
O especialista alertou para um problema crescente, 6.815 pacientes abandonaram o tratamento, devido a factores como efeitos secundários dos medicamentos, dificuldades de acesso aos centros de saúde e falta de acompanhamento adequado. Este abandono compromete não apenas a recuperação individual, mas também facilita a propagação da doença na comunidade.
Apesar de uma tendência de diminuição dos casos, Angola continua entre os 30 países com maior taxa de tuberculose no mundo, sendo que as províncias do Bengo, Benguela e Namibe registram os índices mais altos.
Damião Victoriano sublinhou que o combate à tuberculose exige intervenção coordenada do governo, reforço das campanhas de sensibilização e acompanhamento rigoroso dos pacientes, para reduzir mortes e controlar a epidemia.
Especialistas alertam que a tuberculose, além de uma questão de saúde, é também um desafio socioeconómico, pois afecta sobretudo populações vulneráveis e áreas com menor acesso a serviços básicos, tornando essencial políticas públicas eficazes e investimento contínuo na prevenção e tratamento.
