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Tshisekedi pede levantamento de sanções da UE contra apoiantes de Kabila

O Presidente da República Democrática do Congo (RDCongo), Félix Tshisekedi, pediu hoje o levantamento das sanções aplicadas pela União Europeia (UE), em 2017, a vários apoiantes do seu antecessor, Joseph Kabila.

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“Gostaria finalmente de lançar um apelo urgente para o levantamento das sanções contra um ou outro responsável congolês”, lê-se num documento enviado hoje pela presidência da RDCongo à imprensa, por ocasião da realização de uma cerimónia de receção dos corpos diplomáticos na capital, Kinshasa.

A intenção não foi, no entanto, enunciada durante a cerimónia com os embaixadores – na qual Portugal esteve representado pelo embaixador português na RDCongo, António Inocêncio Pereira.

Em dezembro, Bruxelas renovou as sanções aplicadas a 14 responsáveis das forças de segurança que terão cometido “abusos aos direitos humanos” durante manifestações da oposição – incluindo de Tshisekedi – contra o regime de Kabila.

O atual Presidente, vencedor das eleições realizadas no final da 2018, mostrou disponibilidade em receber o embaixador da UE em Kinshasa, depois de, em dezembro, Kabila o “ter convidado a abandonar” o país.

Durante a sua intervenção, o chefe de Estado recentemente empossado mostrou-se também interessado em “acompanhar” a “retirada gradual” da Missão das Nações Unidas na RDCongo (Monusco), um ponto que irá abordar ainda antes da renovação do mandato da força da ONU, em março.

Tshisekedi referiu ainda que as tropas da Monusco “deverão ser menos numerosas e mais bem equipadas e treinadas” para lutarem, em conjunto com o Exército nacional, contra os grupos armados no país.

O Presidente congolês prometeu que a RDCongo e os seus nove países vizinhos – entre os quais Angola – darão prioridade à “consolidação da paz na região”.

Por fim, Tshisekedi prometeu lutar contra o aquecimento global, lembrando que o seu país tem “150 milhões de hectares de floresta” representando metade das florestas de África e mais de dois terços da floresta da Bacia do Congo, considerada como o segundo pulmão do planeta, apenas atrás da floresta Amazónia.

Quinto Presidente da RDCongo, Félix Tshisekedi, 55 anos, é líder da União para a Democracia e o Progresso Social (UDPS), o maior e mais antigo partido de oposição do país.

Filho do falecido Étienne Tshisekedi, três vezes primeiro-ministro do ex-Zaire (1991, 1992/93 e 1997) e líder da oposição, Félix Tshisekedi foi o candidato da UDPS nas eleições gerais de dezembro de 2018, nomeado a 31 de março de 2018, cerca de dois meses depois da morte do pai.

A 20 de janeiro último, Tshisekedi foi confirmado vencedor do pleito de 30 de dezembro de 2018 pelo Tribunal Constitucional da RDCongo, obtendo 38,57% dos votos, contra 34,83% de Martin Fayulu e 23,84% de Emmanuel Ramazani Shadary, o candidato governamental.

 

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