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Trump defende guerra contra o Irão, mistura sinais de escalada e diplomacia e evita prazo para o fim do conflito

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu em pronunciamento em horário nobre a condução da guerra contra o Irão, afirmando que as forças norte-americanas estão próximas de cumprir os seus objectivos, após mais de um mês de confrontos.

Num discurso de 19 minutos, Trump destacou o que classificou como sucessos militares — incluindo a destruição de capacidades navais e aéreas iranianas e o enfraquecimento dos programas de mísseis e nuclear. Ainda assim, evitou apresentar um cronograma claro para o fim das operações e indicou que os ataques poderão continuar por mais duas a três semanas.

O presidente norte-americano combinou sinais contraditórios ao defender, simultaneamente, uma possível saída diplomática e ameaçar intensificar os bombardeios caso Teerão não aceite as condições impostas por Washington. Entre os alvos potenciais, mencionou infra-estruturas energéticas iranianas.

A incerteza também se estende ao Estreito de Ormuz, cuja reabertura não foi garantida. Trump sugeriu que países dependentes do petróleo da região deveriam assumir a responsabilidade pela segurança da rota, sublinhando que os EUA não dependem directamente desses recursos.

Apesar de declarar avanços no terreno, persistem dúvidas sobre o principal objectivo estratégico — impedir o Irão de desenvolver uma arma nuclear. Relatórios indicam que o país ainda mantém reservas de urânio enriquecido, agora protegidas em instalações subterrâneas.

No plano interno, o discurso ocorre em meio à queda de popularidade do presidente e à pressão causada pelo aumento dos preços da energia. Trump minimizou os impactos económicos, classificando-os como temporários e atribuindo-os às acções iranianas.

A reacção dos mercados reflectiu a incerteza: acções em queda, valorização do dólar e alta do petróleo após o pronunciamento, sinalizando preocupações com a ausência de uma estratégia clara para o desfecho do conflito.

Até o fecho desta matéria, o barril de petróleo Brent, referência para Angola, estava a ser comercializado a 108, 83 dólares norte-americanos.

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