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Trabalhos sobre a mulher rural poderão concorrer ao prémio “Fórum do Jornalismo”

Redação

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A primeira edição do prémio “Fórum do Jornalismo”, para uma abordagem exclusiva da mulher rural, foi lançada, nesta terça-feira, 13, em Luanda, numa iniciativa do Fórum de Mulheres Jornalistas para a Igualdade no Género (FMJIG).

O prémio Fórum de Jornalismo integra duas categorias, sendo a primeira “jornalista do ano” e a segunda o “prémio carreira”.

Aos premiados serão entregues diplomas e um milhão de kwanzas para cada vencedor.

O corpo de jurado, a ser constituído por Domingo das Neves (presidente), Stella Silveira, Mário Paiva, Silva Candembo e Suzana Mendes, vai analisar os trabalhos com maior rigor técnico, ética e deontologia profissional.

O corpo de jurado vai analisar matérias produzidas e divulgadas de 01 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2020.

Nesta primeira edição, o FMJIG pretende, com esse prémio, trazer para as pautas das redacções temas ligados à realidade social e à inclusão da mulher na sociedade.

O júri vai reconhecer os trabalhos em língua portuguesa, veiculadas nos órgãos de comunicação social nacional, em que devem ser abordados temas ligados a “Situação da mulher rural no país”, “Iniciativas positivas e boas práticas implementadas nos municípios de todo o país”, “Inclusão da Mulher na sociedade e os Desafios quem Enfrentam nas Comunidades”.

Os critérios vão basear-se na qualidade jornalística dos textos, imagem e edição, tendo como foco essencial a realidade das populações e inclusão das mulheres como eixo central.

Na cerimónia de lançamento do prémio, o secretário de Estado para a Comunicação Social, Nuno Carnaval, felicitou o Fórum.

O responsável entende que nestes 45 anos de independência a mulher tem assumido um papel preponderante nas diversas etapas do processo histórico, apoiando no processo de afirmação da cidadania, elevação da comunicação e do estado democrático e de direito.

Na sua óptica, o reconhecimento do mérito e da excelência da mulher no exercício da actividade jornalística é um factor fundamental, daí o Ministério apoiar a institucionalização desse prémio.

“ Hoje na comunicação social, os jornalistas tem uma responsabilidade fundamental sobre o futuro e formar e informar o cidadão e em especial a juventude para que possa optar pelo jornalismo”, disse.

Por seu turno, a coordenadora do FMJIG, Josefa Lamberga, acredita que o país pode acelerar o seu processo de desenvolvimento caso consiga assegurar a promoção e o respeito dos direitos, liberdade e garantia fundamentais, com a participação inclusiva dos cidadãos no processo de tomada de decisão, assim como a protecção dom jornalista.

A iniciativa visa estimular os jornalistas a produzirem reportagens de investigação sobre a produção de matéria que retratem a realidade social e inclusão das mulheres na comunidade, que resvalem os debates em busca de soluções para a integração igualitária da mulher na sociedade.

Visibilidade 

Por sua vez, a presidente da Comissão da Carteira e Ética dos Jornalistas, Luísa Rogério, disse haver alguma visibilidade para questões ligada ao género, daí considerar a criação do prémio de extrema relevância para as mulheres.

Considerou relevante o prémio carreira, uma forma de reconhecimento que ao longo dos anos tenha dado o seu contributos em matérias relacionadas com o género deixam-se de ser periféricas e passam para um lugar relevante nas redacções.

O Fórum de Mulheres Jornalistas para a Igualdade no Género (FMJIG) nasceu em Outubro de 2006 no final do 1º. Encontro Internacional de Mulheres em Angola sobre a participação política das mulheres, co-organizado pela APN e Escritório dos Direitos Humanos em Angola e oficializada em 2010.

O FMJIG integra um grupo de mulheres jornalistas que laboram em diferentes órgãos de comunicação social em Angola, públicos e privados.

A organização é gerida por uma coordenação, assistida por um gabinete de gestão de projectos e as direcções de promoção e igualdade no género e da administração e finanças.

Por Angop

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