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Sociedade

Trabalhadores de empresa de segurança sem subsídios de alimento há seis meses

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Os trabalhadores da empresa de segurança privada ligada ao ex-ministro do Interior do governo José Eduardo Santos, Roberto Leal Monteiro “Ngongo”, COPEBE, em Benguela, estão a exigir o pagamento de subsídios de alimentação que já dura quase seis meses. Para além do ex-ministro do Interior, a empresa de segurança também tem como sócios dois outros altos generais ligados ao regime.

De acordo com a denúncia chegada à nossa redacção, os mais de 800 funcionários afectos à empresa de segurança COPEBE, com sede em Luanda, tencionam partir para a greve caso não sejam pagos os seus respectivos subsídios de alimentação de 6 meses. Alguns trabalhadores contactados pelo nosso jornal foram unânimes em afirmar que é lamentável a situação que passam nos seus respectivos postos de trabalho.

Os funcionários, que preferiram falar em anonimato, dizem que são “obrigados a trabalhar 24h, sem se quer por alguma coisa no estômago. A empresa dava bándeco (comida) depois converteram em dinheiro, a direcção da empresa decidiu passar a dar dinheiro mensalmente, dinheiro este que não pagam a tempo e a hora”, enfatizou um dos trabalhadores.

A nossa fonte continua dizendo que os operativos da COPEBE, em Benguela, responsabilizam a direcção geral, em Luanda, que para além da má gestão, acusam-na de discriminação, segundo a qual, afirmam que “é inadmissível um agente da COPEBE em Luanda ter subsídio de alimentação de 9 mil Kz e de transporte também 9 mil somando 18 mil kwanzas mensal. Enquanto isso, noutras províncias são pagos apenas 6 mil Kz. E mesmo dando 6 mil kwanzas por mês ainda demoram pagar”, lamentaram.

Um outro problema que aqueles trabalhadores enfrentam é do desconto de 570 kwanzas, em cada mês, para segurança social, que, de acordo com eles, desde 2014, a empresa desconta mas não paga ao Instituto Nacional de Segurança Social (lNSS).

A COPEBE é uma empresa de segurança que cobra nos seus clientes, 180 mil a 80 mil kwanzas por cada operativo, dependendo de cada contrato, mas os operativos são pagos 36.000,00 Kz mês, descontando 570 Kz para segurança social. Que, segundo eles, não foram informados pelo INSS que a empresa desde 2014, não paga a segurança social dos seus trabalhadores.

Por sua vez, o director geral da COPEBE, Júlio Antunes, disse ao Correio da Kianda, que algumas preocupações levantadas pelos trabalhadores já começaram a ser resolvidas.

Júlio Antunes diz que os pontos avançados pelos trabalhadores em Benguela, não corresponde a verdade, mas admite que houve um ligeiro atraso de três meses, Março, Abril e Maio. De acordo com o responsável geral da COPEBE, durante o mês de Maio, deslocou-se à província de Benguela, onde manteve contacto com os coordenadores para se inteirar sobre a situação pelo que passam aqueles trabalhadores.

Segundo Júlio Antunes, o problema de atraso deve ser a partir das agências bancárias e não porque a COPEBE não pagou. E, por outro lado, o também sócio da empresa disse que talvez um grupo de funcionários com diferentes agências bancárias que não receberam e outros já, e se este for o caso, é normal.

 Quanto ao subsídio de transportes e o não pagamento da segurança social, em que os efectivos da COPEBE em Benguela reivindicam, o director das operações, Walter António, negou e afirma que tem pago.

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