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TPA presta mau-serviço público

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A Televisão Pública de Angola (TPA) promoveu um painel de analise sobre os discursos de João Lourenço, cabeça-de-lista do MPLA e de Abel Chivukuvuku, cabeça-de-lista da CASA-CE, ambos realizados no passado dia 08.04.17, o primeiro foi na Província de Cabinda, o segundo teve lugar em Luanda.

Ora, o que se esperava ser uma oportunidade de ouro, que permitiria aos cidadãos registarem as propostas de governação de ambos os pré-candidatos, acabou por se revelar num autêntico fiasco de conteúdo jornalístico. Pois, para além de convidarem somente dois analistas conhecidamente como pró-MPLA, a produção do referido programa da televisão pública destorceu não só os factos, como também as imagens.

Minutos antes de dar a palavra aos analistas Rui Malaquias e Fernando Ribeiro, o jornalista Mario Vaz, moderador do alegado debate, anunciou os factos ora enunciados, que foram seguidos pelas respectivas imagens, mas, como é cediço, a parcialidade veio ao de cima, tendo a TPA apresentado a moldura humana que se fez presente ao comício proferido por João Lourenço, em Cabinda, omitindo, deliberadamente, a avalanche populacional que acorreu para ouvir Abel Chivukuvuku, no Golf II, limitando-se a apresentar o vazio que se regista antes do início de qualquer acto político de massa.

Como se não bastasse, durante todo o alegado debate, os comentadores foram rigorosamente unanimes, tendo ambos considerado que o discurso de João Lourenço fora realista e que, de Abel Chivukuvuku, esteve repleto de críticas, mas sem propostas nenhumas.

Entretanto, não é nossa pretensão tomar partido na campanha ou pré-campanha eleitoral, mas na verdade, em seu discurso, assistiu-se a um Abel Chivukuvuku duramente critico à actual administração do país, mas também não deixou de apontar soluções.

Após ter apresentado as dez razões para a alegada mudança que pretende, Abel Chivukuvuku garantiu que, em caso de vitória, a sua organização política realizará uma mudança pacífica, ordeira, positiva, inclusiva e segura.

“Pacífica por quê? Pacífica porque vocês os cidadãos é que devem fazer a mudança, através do voto. A mudança tem que ser por via dos processos constitucionais. É verdade que há aqueles que acreditam que temos de fazer a mudança por via da rua, mas o nosso entendimento é que o nosso país já teve violência demais. Então, não podemos permitir isso! Obviamente que as manifestações são um direito legítimo para reclamar pontualmente determinados direitos, mas nós, CASA, não vamos buscar o poder na rua, vamos buscar o poder no cidadão porque é o cidadão que vota”, aclarou, acrescentando, “a mudança também tem que ser ordeira, dentro das regras, e essas regras terão de ser garantidas pelas instituições – a Administração Pública, as FAA, a Polícia Nacional, os Tribunais, é através destes mecanismos institucionais que temos de fazer de forma ordeira. A mudança deverá positiva, que significa que a vida das pessoas tem que mudar qualitativamente. As escolas têm que atender a todos os cidadãos com qualidade, os hospitais devem atender os pacientes com qualidade, o saneamento básico e a energia, os camponeses têm de melhorar de vida, portanto, temos de melhorar a condição de vida do cidadão”, disse, tendo ainda reforçado que, para a CASA-CE, a mudança inclusiva, que também a Coligação se propõe a promover: significa que todos serão tratados como iguais sem distinção da cor partidária, credo religioso etc.

Ao terminar o seu comício no campo Pia Amélia, no Golf II, o ex-espião ao tempo de Jonas Savimbi, aconselhou os jovens a cultivarem a coragem em seus corações, a sonhar alto, a ter ambições, a ter fé em seus projectos, bem como desencorajou o consumo excessivo de bebidas alcoólicas.