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Economia

Top 5 Riscos para os Negócios em 2020 a nível global

Redação

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O Top 5 Riscos forma parte do relatório anual RiskMap da Control Risks, uma previsão dos riscos globais para líderes empresariais e responsáveis pela elaboração de políticas do todo o mundo, que será publicada hoje.

1. Geopolítica e a campanha dos EUA

Em 2020, a campanha eleitoral dos EUA terá um impacto palpável a nível geopolítico. O drama da campanha, conjugado com a interrupção do processo de destituição, irá repercutir-se nas ações globais dos EUA, com a Casa Branca a fazer uso de manobras diplomáticas para tentar desviar a atenção do público do processo de destituição. Ao mesmo tempo, os aliados e adversários dos EUA, como a Coreia do Norte, o Irã ou até mesmo o Estado Islâmico, irão confrontar-se com as eleições mais ideológicas dos últimos 40 anos e tentarão pressionar ainda mais uma campanha eleitoral já acalorada. Essa postura irá influenciar substancialmente o cenário de risco geopolítico para os negócios em 2020.

2. A sociedade ativista procede a julgamentos

No todo o mundo, as pressões sociais e o ativismo coordenado em torno de questões como a proteção ambiental, direitos políticos e humanos, desigualdade e privacidade, estão exigindo cada vez mais das empresas e não apenas dos governos. Na rua, nas reuniões de acionistas e na sua empresa, a sociedade ativista terá uma influência ainda mais significativa sobre o âmbito dos assuntos a tratar na sala de reuniões em 2020. Atualmente, não basta ser ético. Não basta cumprir as normas. Este pântano não codificado de responsabilidade social, moral e política irá consumir as atenções e esforços dos líderes empresariais no ano de 2020 e mais além.

3. A guerra cibernética atinge um novo nível

Em 2020, as ameaças cibernéticas irão alinhar-se, como nunca antes aconteceu, para provocar um ataque cibernético de impacto elevado em certas infraestruturas críticas. A dissuasão ocidental não conseguiu conter a maré e os intervenientes hostis estão utilizando métodos cada vez mais difíceis de enfrentar. Os EUA irão retaliar de formas que mostrem ao mundo o quanto este país se importa com essas questões. Nos teatros de conflitos estratégicos, como o Golfo, as providências militares menos agradáveis darão origem a ataques cibernéticos. E assim começará um novo ciclo de escalada: os rivais do ocidente com capacidades cibernéticas, bem como os seus representantes, irão aumentar a parada, com consequências imprevisíveis. Se as empresas líderes estão conseguindo alcançar um nível de resiliência cibernética credível, as infraestruturas nacionais de todo o mundo não estão, apresentando as vulnerabilidades de maior relevo no conflito cibernético internacional

4. A ansiedade económica encontra-se com a fragilidade política

Mesmo as previsões mais otimistas dizem que o crescimento económico global em 2020 será desastrosamente baixo ou, nas palavras dos nossos parceiros na Oxford Economics, “desgastante”. Isto, antes de se levar em conta a eventualidade de qualquer choque económico que possa vir a abalar uma economia global já preocupante por si só. Se o PIB global piora, não podemos esperar que um mundo fragmentado crie uma resposta política coordenada. Os governos que enfrentam problemas da polarização interna e do oportunismo bilateral em termos internacionais terão dificuldade em congregar esforços perante as dificuldades económicas. O desafio será particularmente difícil para as economias dependentes das matérias-primas localizadas no Médio Oriente, que ainda não se recuperaram por completo da queda do preço do petróleo de 2015, ou que se debatem com problemas associados a sanções, desemprego da população jovem e agitação social.

5. Líderes sem estratégias

Na frente de alguns dos países mais importantes do mundo encontra-se uma safra de líderes que não conseguem ver mais nada além da próxima crise. Para eles, as táticas irão superar a estratégia. 2020 está preparando-se para ser um ano em que os “travões” da escalada de incidentes estarão em falta. Este é um mundo em que a resiliência a nível estatal é fraca, e as soluções ao longo prazo levam tempo demais a ser encontradas. Quer se trate de uma guerra comercial global, de um ataque cibernético ou de uma escaramuça de fronteiras regionais, as coisas poderão agravar-se mais depressa, caso se verifique a ausência de qualquer tipo de supervisão internacional. As empresas terão de dispor de uma estratégia específica para um mundo intensamente tático.

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