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Sociedade

Tomasz Dowbor acusado de vender a mesma residência para dois clientes

António Cassoma

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O empresário de origem polaca e de nacionalidade angolana, Tomasz Dowbor, PCA do Grupo Boa Vida e o seu irmão, Wojciech Dowbor, estão a ser acusados de comercializarem uma residência para dois compradores, já paga a 69% do contrato com o primeiro cliente.

A vítima deste esquema de burla é um cidadão angolano, Adílson Fonseca, que durante entrevista ao Correio da Kianda fez saber que a residência a qual se comprometeu em pagar foi uma casa com tipologia T3 Duplex modelo 2D Lote 3E11, “que começou pelo pagamento de um sinal de Kz 2.000.000,00, equivalente a USD 17.391,30”.

Adílson Fonseca explicou que efectuou vários pagamentos que totalizaram o montante global de USD 287.493,49. O jovem empresário também deu a conhecer que não pôde honrar com o compromisso, por algum constrangimento financeiro e questões de saúde de um dos seus dependentes, e por outra, alegou que também não se via motivado: “a obra da minha residência ficou num estado completo de abandono”, esclareceu.

Durante a entrevista, o lesado deu a conhecer que no “dia 10 de Julho deste ano, foi até às instalações da UBV para negociação cambial, segundo ele, uma prática habitual e normal nesta empresa no que concerne aos pagamentos das residências. Recebido pelo sr. Anastácio Chivava, durante a conversa, explicou tudo quanto esteve envolvido o processo, vicissitudes e então, finalmente, a negociação cambial para apurar o valor final em KZ a pagar.

Adílson disse que foi “surpreendido com a notícia de que a residência que estava a pagar foi vendida a outra pessoa, sem aviso prévio, sem acordo para alteração de residência, sem rescisão de contrato e devolução dos valores pagos”.

“Aproveitaram a pandemia para procederem a referida venda sem eu ter sido notificado antes e sem terem rescindido o contrato de comum acordo”, acusou.

“Negócio” em família

O jovem considera tal atitude da família Tomasz Dowbor como “uma tamanha falta de respeito, ética profissional e deontológica e um total abuso”. O denunciante afirma que entrou em contacto com Tomasz Dowbor, na qualidade de PCA do Grupo Boa Vida, a fim de saber se o mesmo havia tomado conhecimento de que o seu Irmão, Wojciech Dowbor, presidente da Comissão Executiva, havia legitimado a venda da casa, “o empresário disse que não sabia e marcaram um encontro que veio acontecer sete dias depois, mas sem sucesso”.

O cidadão afirma tratar-se de uma burla, de acordo com os factos apresentados. O mesmo também avançou que o irmão de Tomazs apresentou documentos que comprovam que o lesado concordou em trocar de casa, que lhe permitiram vender a mesma residência para outra pessoa.

“Isso não passa de uma grande mentira que foi refutada prontamente, visto que eu não assinei qualquer documento de troca da residência que constitui objecto do contrato-promessa”, explicou.

Adílson alerta que está a ser pressionado por Tomasz Dowbor em aceitar um acordo para encobrir a fraude de seu irmão “o que demonstra a atitude ardilosa do sr. Tomasz Dowbor de me afastar da casa pelo nível de dificuldade que colocou e, assim, isentar o seu irmão da burla e encerrar o assunto pela pressão que fez onde apenas eu devia aceitar as suas imposições”.

Justiça

“Eles venderam uma casa com contracto-promessa válido e sem qualquer motivo legal que suportasse tal acto”, denunciou.

O lesado expõe ainda que na mesma senda, moveu uma queixa crime de burla por defraudação “ao sr. Wojciech Dowbor cuja referência do processo e o 8290/20/TLA e sendo que o mesmo já foi notificado duas vezes e não compareceu a esquadra policial”, asseverou.

O Correio da Kianda contactou a área de comunicação e marketing da Urbanização Boa Vida, que confirmaram a informação e afirmam que Adílson Fonseca tem uma dívida com o GBV, e lamentam tal irregularidade.

De acordo com o BPC, o patrão do condomínio Boa Vida contraiu uma avultada dívida com o referido banco, sendo este um dos maiores credores desta instituição com capitais públicos.

Tomasz Dowbor é também, segundo um relatório do BNA de 2016, o maior devedor do BANC, declarado falido por decisão do Banco Nacional de Angola (BNA), a 29 de Janeiro de 2019, por ter estado a operar com um saldo negativo de 400 mil milhões de kwanzas.

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