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Tiroteio junto ao consulado de Israel em Istambul faz um morto e vários feridos
Um ataque armado registado esta terça-feira nas imediações do consulado de Israel, em Istambul, resultou na morte de um dos agressores, ferimentos em dois suspeitos e deixou ainda dois agentes da polícia turca atingidos.
De acordo com as autoridades turcas, três homens abriram fogo no exterior do edifício localizado no distrito de Levent, uma das principais zonas comerciais da cidade. Durante a troca de tiros com as forças de segurança, um dos atacantes morreu, enquanto os outros dois, identificados como Onur C. e Enes C., irmãos, ficaram feridos e foram detidos.
O governador de Istambul, Davut Gül, afirmou que os suspeitos estavam armados com armas de longo alcance. Dois agentes da polícia ficaram ligeiramente feridos um atingido na perna e outro na orelha, sem risco de vida.
Segundo o Ministério do Interior, os atacantes deslocaram-se a partir da cidade de Izmit, a cerca de 100 quilómetros de Istambul, num veículo alugado. Um dos suspeitos terá ligações a um grupo descrito pelas autoridades como “explorador da religião”, embora sem identificação oficial.
Imagens captadas no local mostram um dos atacantes a empunhar o que aparenta ser um rifle de assalto, enquanto se abrigava atrás de um autocarro durante o confronto com a polícia. Após o incidente, as forças de segurança isolaram a área e encerraram várias vias, enquanto equipas forenses recolhiam provas.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, condenou o ataque, classificando-o como “traiçoeiro”, e garantiu que o país continuará a combater todas as formas de terrorismo.
Também o embaixador dos Estados Unidos na Turquia, Tom Barrack, e o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel condenaram o incidente, elogiando a rápida resposta das autoridades turcas.
Importa referir que, actualmente, não se encontram diplomatas israelitas em missão na Turquia, após Israel ter retirado o seu pessoal diplomático devido a preocupações de segurança e ao agravamento das relações bilaterais no contexto do conflito em Gaza.
As autoridades prosseguem as investigações para apurar as motivações do ataque e eventuais ligações a grupos organizados.
