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Politica

Tchizé acusa Rafael Marques de defender interesses próprios

António Cassoma

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A ex-deputada e filha do antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos,  Welwitschia dos Santos “Tchizé”, através de um texto na sua conta do Facebook, divulgado nesta terça-feira, 15, afirma que o jornalista e activista Rafael Marques de Morais tem mostrado que está “claramente alinhado com o poder político actual, ala política ligada ao regime repressivo do presidente João Lourenço”.

A afirmação da empresária surge através do silêncio do crítico do antigo Chefe de Estado, em função de existir, neste momento, várias famílias buscando comida nos contentores de lixos para sobreviverem, que segundo Tchizé dos Santos, “coisa que nunca se viu durante a governação de José Eduardo dos Santos em tempo de paz”.

O adiamento da realização das primeiras eleições autárquicas e o silêncio do jornalista mereceu também crítica da Welwitschia, acusando o activista de “nunca ter lutado a favor dos angolanos”.

“Fica provado que Rafael Marques sempre teve uma agenda e um lado que não é Angola e os angolanos, mas sim o dos seus interesses pessoais”, disse e acrescenta que “RM é apologista da máxima segundo a qual não se olha os meios para atingir os fins, fins estes que são claramente o seu benefício pessoal e não a luta por uma Angola melhor”.

“Será que Rafael Marques não sabe que o Presidente da República adiou as eleições autárquicas, que durariam apenas um dia, evocando a covid-19, porém decretou a reabertura do ano escolar para este mês, sendo que o ano escolar dura 9 meses?”, questionou.

De acordo com a ex-parlamentar “hoje se prova ter tido fins claramente políticos e que Rafael Marques de jornalista isento não tem nada, nem muito menos é activista em nome da causa do povo de Angola e sim um detractor político de José Eduardo dos Santos, que usa uma profissão cujo código deontológico viola bem como a lei de imprensa, violando inclusive direitos humanos fundamentais ao difamar e atentar contra o bom nome de pessoas, usando discriminação pela filiação como arma de perseguição política”, assegurou.

Tchizé dos Santos questiona o critério que o jornalista usou para adquirir um escritório e apartamento de luxo.

“Será que Rafael Marques, que está instalado num escritório de luxo no prédio do antigo Banco BESA, falido e resgatado com fundos da Sonangol, participou em algum concurso público que definiu que Rafael é o único activista de Angola que tem direito a tamanhas regalias? E será que é verdade que Rafael Marques vive no Yacht Club de Luanda, do qual eu Welwitschia dos Santos sou fundadora e que hoje está sob controlo de Álvaro Sobrinho?”, prossegue.

“Se Rafael Marques de facto vive no Yacht Club de Luanda e me passava a vida a acusar de ilicitudes, das duas uma: ou Rafael Marques sabe que mentia deliberadamente a meu respeito o tempo todo, ou Rafael Marques seria cúmplice daquilo que sempre criticou”, lê-se no texto.

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