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Sociedade

Taxistas encurtam rotas em Luanda por atraso na entrega dos cartões de subvenção da gasolina

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Contam-se, até ao momento, o número de taxistas que já receberam os seus cartões de subvenção da gasolina. Para alguns, que continuam a pagar pelo actual preço, 3oo kwanzas, encurtar as rotas tornou-se na forma viável, para continuar a garantir no fim do dia, o dinheiro do patrão.

Paragens apinhadas de pessoas. Cobradores e lotadores a chamarem por rotas curtas. Foi o que constatou o Correio da Kianda, nas primeiras  horas desta segunda-feira, 5, na avenida Fidel de Castro Ruz.

Alguns taxistas em Luanda, que até o momento não receberam os seus cartões de subvenção no consumo de combustível, optaram por encurtar as vias para compensar a subida da gasolina, que alguns, continuam a pagar por 300 kwanzas.

Justificam a diminuição das rotas longas por 150 kwanzas, com o valor do final do dia, que segundo explicação avançada ao Correio da Kianda, “desde a subida da gasolina, que têm encontrado dificuldades em garantir na íntegra, o dinheiro do patrão, que oscila entre os 20 e 22 mil kwanzas por dia.

“Até agora ainda não recebi o tal cartão de subvenção de combustível, como é que muitos de nós não vamos fazer rotas curtas, se no final do dia temos que apresentar o dinheiro completo”, relatou, ao Correio da Kianda, o taxista de nome Cuquemba, que fazia a rota desvio do Zango, mutamba.

Apesar de reconhecer ser ilegal a prática de  encurtar as vias, o jovem taxista, de 32 anos, ouvido pelo Correio da Kianda, explica que enquanto os cartões que permitem abastecer as viaturas ao anterior preço de 160 kwanzas não chegar para todos, Luanda poderá continuar a registar o encurtamento das vias, e especulação de preços por parte de muitos taxistas.

“Esses cartões tinham que ser entregues antes de subir a gasolina, agora veja só o que está a acontecer, mesmo que nos estão a dizer que nós que estamos a pagar a 300 kwanzas agora, depois vão nos compensar, ainda assim, muita gente vai continuar a fazer vias curtas, por causa mesmo do dinheiro do patrão”, rematou.

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