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Taxistas do Lubango denunciam prejuízos devido à falta de combustível na Huíla

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A escassez de combustível que se regista na província da Huíla, com maior incidência na cidade do Lubango, continua a provocar prejuízos significativos ao sector dos transportes, sobretudo aos taxistas, que afirmam estar a enfrentar longos períodos de inactividade e redução das suas receitas diárias.

Nos principais postos de abastecimento, as filas prolongadas têm obrigado muitos motoristas a permanecer várias horas  e em alguns casos durante a noite na tentativa de garantir combustível para o trabalho.

O taxista Anastácio Ndumbo relata que a situação alterou completamente a sua rotina laboral, obrigando-o a reduzir as rotas para conseguir continuar a operar.

“Eu estou a fazer linhas curtas, porque fiquei dois dias sem trabalhar só para conseguir combustível, porque aqui na cidade do Lubango está mesmo difícil”, afirmou.

Outro motorista, Agostinho João, descreve dificuldades semelhantes e aponta ainda a existência de práticas informais no acesso ao combustível.

“Já passei a noite nessa bomba… tive de comprar gasolina na candonga”, lamentou.

Os profissionais do volante dizem que a crise está a impactar directamente o rendimento diário e a relação com os proprietários das viaturas, uma vez que muitos não conseguem cumprir os compromissos estabelecidos devido aos dias perdidos nas filas.

A situação também está a afectar os utentes, que se queixam da redução das rotas e do aumento das dificuldades de mobilidade dentro da cidade do Lubango.

Perante o cenário, os taxistas apelam à intervenção das autoridades provinciais e nacionais para a normalização urgente do abastecimento de combustíveis e maior fiscalização nos pontos de distribuição, de forma a evitar práticas de especulação.

Enquanto isso, a classe mantém-se em actividade sob forte pressão, entre perdas económicas e incertezas sobre a regularidade do serviço.

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