Connect with us

Economia

Sonangol solicita ao Governo aumento do preço dos combustíveis

Published

on

A petrolífera angolana, a Sonangol – EP, acha que o Estado devia fazer um esforço no sentido de se aumentar o preço dos combustíveis ou, noutros termos, estudar um mecanismo, para que os preços tenham também um intervalo variável e flutuante tal como ocorre com o câmbio de divisas.

“Esta é uma solicitação da Sonangol, que já vem de algum tempo. Presentemente e olhando para o novo figurino das taxas de câmbio que o BNA (Banco Nacional de Angola) definiu, temos estado a pensar, já que há um intervalo para uma taxa de câmbio variável e flutuante, porque não estudaríamos um mecanismo para os preços dos combustíveis estarem também num intervalo variável e flutuante”, indagou-se o presidente do Conselho de Administração da petrolífera angolana, Carlos Saturnino.

“É difícil, é complicado, mas é assim que alguns países fazem. Tanto mais que o preço na bomba pode subir, como pode descer. O mecanismo tinha de prever isso”, aconselhou Carlos Saturnino.

Até aqui, a taxa de câmbio utilizada para os preços da Sonangol é de 155 kwanzas o dólar. Ou seja, continua a ser muito mais baixa que os 166 que o BNA utilizava anteriormente, um indicador do esforço que a empresa faz em prol da economia e em prol da satisfação das necessidades da população angolana. “Pagamos grande parte da factura daquilo que toda a gente utiliza em termos de combustíveis neste país”, referiu. 

A actualização de câmbio seguida pela Sonangol foi feita em Janeiro de 2016. Já lá vão dois anos com uma taxa de câmbio de 155 kwanzas o dólar.
Da venda de combustíveis da Sonangol Distribuidora, a PRODEL (Empresa Pública de Produção de Electricidade) é a maior devedora com um montante correspondente a 1,8 mil milhões de dólares. Como tem sido hábito e tal como acontece com as diversas empresas, no que concerne às transacções com o Estado, a Sonangol,  também,  enfrenta muitas dificuldades de pagamento. Além dessa dívida, há outra, de 800 milhões de dólares, que resulta das subvenções do período anterior, quando havia.

Para os gestores da petrolífera angolana, “estamos a fazer importação de combustível com dólar, com esse valor em dólar vendemos no país em kwanza e o kwanza não é ressarcido, não é pago à Sonangol e “é um processo que vai diminuindo a capacidade financeira da empresa”.