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Economia

Sonangol maximiza ganhos do aumento do preço do petróleo

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A Sonangol, uma companhia que opera ao longo da cadeia de valor do petróleo, conseguiu, no ano passado, maximizar os ganhos resultantes do aumento dos preços do crude e derivados observado com a recuperação dos efeitos da pandemia da Covid-19, graças à adopção de uma política de redução de custos, sobretudo no auge da pandemia da Covid-19, em 2020 e 2021.

Esta declaração foi proferida pelo director de Planeamento da Sonangol EP, Edson Pongolola, numa entrevista publicada, ao longo da semana, na newsletter da companhia, indicando que a opção consistiu na redução de custos e contenção de gastos para enfrentar o encerramento da actividade económica e o condicionamento da mobilidade social, com a petrolífera a ter de travar um dos maiores desafios para manter o nível de solvência.

“A indústria petrolífera viveu uma grande crise com a propagação da pandemia da Covid-19, pelo que o encerramento das actividades comerciais e da mobilidade social infligiu um duro golpe ao sector e instalou um dos maiores desafios dos últimos anos”, recordou.

De acordo com Edson Pongolola, a Sonangol, enquanto motor da economia nacional, precisou de se adaptar ao novo cenário com a maior celeridade, com vista a manter os níveis de produção indispensáveis, não obstante a prevalência da situação crítica.

O director de Planeamento considerou que, com a decisão de corte dos custos, foi possível obter resultados positivos. “Essa conjugação de esforços, alinhada à evolução do mercado depois de termos recuperado das restrições impostas pela pandemia, permitiu-nos ter maior capacidade de atendimento às necessidades de mercado e voltarmos a acertar o elemento ‘custo’ nas nossas operações, em 2021, além da vantagem que tivemos decorrente da apreciação do preço do barril”, disse Edson Pongolola.

Ganhar e perder

O desafio da Sonangol consiste em que, apesar de beneficiar do preço alto do barril de petróleo, também se ressente quando os preços dos refinados aumentam, pela elevada  componente de importação destes últimos.

“Tem sido comum, nos últimos meses, verificar-se que o preço do barril de petróleo bruto tende a evoluir numa base mensal que ronda os 8,0 por cento, mas os preços dos refinados  evoluem entre 12 e 13 por cento: se não houver uma conjugação para a redução de custos, podemos ter dificuldades em aproveitar as diferenças”, notou.

Neste momento, prosseguiu, a Sonangol continua estável nas suas operações do ponto de vista de atendimento às necessidades do mercado, com volumes operacionais que, de forma geral, superam os de 2021.

“Isto ocorre, em grande medida, devido à retoma da actividade económica, assim como à maior mobilidade de pessoas e bens, que fizeram com que os níveis de consumo de refinados seja superior aos observados no ano passado, por esta altura, com expectativas de que, até ao final do ano, supere muito mais os números de 2021”, perspectivou.

Números do relatório e contas da Sonangol relativo ao ano passado indicam que a companhia obteve um lucro de 2,1 mil milhões de dólares, um crescimento de 152 por cento face a 2020 e uma inversão completa, na medida em que havia fechado esse ano com um prejuízo de 2,5 mil milhões, sendo, esse, o melhor resultado da petrolífera desde 2014.

A empresa também reportou um volume de negócios consolidado  situado em 8,9 mil milhões de dólares no final daquele ano, mais 46 por cento que no ano precedente, assim como um EBIDTA (lucros antes de impostos e amortizações) de 3,4 mil milhões,  um aumento de 70 por cento relativamente ao período homólogo.

JA

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