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Sonangol “está mergulhada em escândalos financeiros”, diz Lindo Bernardo Tito

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O jurista e deputado, Lindo Bernardo Tito, exigiu, neste sábado, 20, ao Titular do Poder Executivo (TPE), Inspecção Nacional do Estado ou a Procuradoria-Geral da República (PGR), que devem criar uma comissão de inquérito para apurar aquilo que considera como escândalo financeiro na maior empresa estatal petrolífera.

Em entrevista ao Correio da Kianda, Lindo Bernardo Tito, disse que a Sonangol “está mergulhada em escândalos financeiros permanentemente”.

Para o parlamentar, “a situação da Sonangol urge a necessidade de promover um inquérito encabeçado pela inspecção Nacional do Estado, pelo Titular do Poder Executivo e pela Procuradoria-Geral da República, apelou.

O também docente universitário entende que “a teia do saque na Sonangol tem sustentáculo além-fronteiras, envolvendo o sistema de comercialização do petróleo bruto”, disse e acrescentou que ouvindo as figuras ligadas ao sector dos petróleos, “ficamos com a percepção de que o nosso petróleo tem sido descaminhado para proventos particulares”.

O jurista defende que “em nome da transferência e da boa governação, àquelas entidades (TPE, INE e PGR) têm obrigação política, social e legal de moverem condições para efectivação do inquérito administrativo e judicial à Sonangol”.

O deputado também comentou sobre os recentes pronunciamentos da empresária Isabel dos Santos sobre a venda descoordenada do petróleo no exterior, afirmando que “só será possível acabar com isso, se houver uma mudança estrutural dentro da Sonangol”.

“O controlo de venda de petróleo é possível desde que ocorram alterações estruturais de procedimento e mecanismo de venda”, asseverou.

O comentário do político surge à propósito das revelações do esquema financeiro na Sonangol e do congelamento das contas bancárias de Irene Neto, filha do primeiro presidente de Angola, António Agostinho Neto, pela PGR, por ter uma ligação com a investigação de vários crimes no processo da seguradora AAA, da Sonangol, o qual envolve seu marido Carlos São Vicente.

A PGR deverá também ouvir, entre outras altas entidades da Sonangol, o antigo PCA e ex-vice presidente, Manuel Vicente.

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