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Software português para as Forças Armadas Angolanas custa mais de 53 milhões de euros

Um sindicato bancário vai financiar, com mais de 53 milhões de euros, o desenvolvimento de uma solução informática para as Forças Armadas Angolanas, a cargo do grupo português Reditus, segundo despacho Presidencial n.º 187/18, de 27 de Dezembro de 2018.

Redação

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De acordo com o despacho, em causa está a terceira fase do projeto para Implantação de Soluções do Centro de Dados e de uma Plataforma de Software, contratado em 2017 pelo Governo angolano à empresa ALL2IT, do grupo português Reditus.

Trata-se de um contrato inscrito na linha de seguro de crédito à exportação da Companhia de Seguro de Créditos (COSEC) de Portugal, no valor de 62,7 milhões de euros, envolvendo um projeto de comunicações fixas, voz e dados, assim como o desenvolvimento de um centro de dados e de plataforma de software para o Ministério da Defesa de Angola.

No despacho deste mês, o Presidente angolano, João Lourenço, autoriza o financiamento deste projeto público pelo sindicato bancário constituído pelo Banco Angolano de Investimentos (BAI) Europa, BCP e Banco L. J. Carregosa, no valor de global, equivalente em kwanzas, de 53,295 milhões de euros (85% do valor total).

A ALL2IT é uma empresa do grupo português Reditus, que por sua vez tem negócios, em África, além de Angola, na Guiné Equatorial e em Moçambique. De acordo com informação da Reditus, o empresário Miguel Pais do Amaral detém 24,74% do capital social do grupo tecnológico, seguido do BCP (16,51%) e da família Moreira Rato (10,12%), entre outos acionistas.

No relatório e contas de 2017, a Reditus refere que este contrato foi incluído naquele mesmo ano no “plafond protocolado para cobertura de riscos de crédito à exportação de bens, equipamentos serviços de origem portuguesa para a República de Angola”.

“Permitindo assim receber em euros em Portugal o montante equivalente a 85% do montante atrás mencionado, sendo de destacar os principais passos do processo”, lê-se no documento, acrescentando que este montante “refere-se a um projeto de serviços de tecnologia e software”, que foi “considerado estratégico” pelo Governo angolano.

“A COSEC notificou oficialmente a aceitação por parte do Ministério das Finanças de Portugal quanto à inclusão do referido projeto na linha protocolada. A Reditus apresentou um sindicato bancário constituído por bancos portugueses para negociar os termos e condições do financiamento, tendo estes elaborado uma proposta de financiamento e respetiva ficha técnica a qual foi negociada entre as partes e aprovada final de julho de 2017”, lê-se ainda.

Desde fevereiro deste ano que a proposta de financiamento para este sindicato bancário estava dependente do aval do Governo angolano, agora concretizado.

 

C/ Lusa

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