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Sobas de Luanda aguardam denúncias formais sobre alegado desaparecimento de órgãos genitais

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As autoridades tradicionais de Luanda afirmam ainda não ter recebido denúncias formais relacionadas com o alegado desaparecimento de órgãos genitais, fenómeno que tem gerado preocupação e ampla circulação de informações nas redes sociais.

A posição foi manifestada esta sexta-feira pelo coordenador dos sobas grandes de Luanda, João Adão, em entrevista à Rádio Correio da Kianda.

Segundo o responsável, apesar dos relatos partilhados em plataformas digitais e das queixas informais de algumas populações, nenhuma pessoa procurou directamente as autoridades tradicionais para apresentar um caso concreto.

“Desde que começou isso, só estamos a ouvir pelas redes sociais, mas nenhuma dessas pessoas veio bater à porta de uma autoridade tradicional”, afirmou.

João Adão considerou tratar-se de um fenómeno sem precedentes no conhecimento das autoridades tradicionais, afirmando que nunca ouviu relatos semelhantes transmitidos pelas gerações anteriores.

“Nunca tivemos ouvido isso dos tempos dos nossos avós e bisavós. É um fenómeno novo”, disse.

Ainda assim, garantiu que, caso surjam denúncias concretas, as autoridades tradicionais estarão disponíveis para analisar a situação e procurar soluções através dos mecanismos comunitários e tradicionais existentes.

Entretanto, o porta-voz do SIC Manuel Halaiwa, já veio a público esclarecer que são falsas as informações e vídeos colocados a circular nas redes sociais sobre o suposto desaparecimento de órgãos genitais.

Segundo o SIC Angola, exames realizados pela Direcção de Medicina Legal em cidadãos que alegavam ter sido vítimas não detectaram qualquer anomalia física, tendo as autoridades alertado para os perigos da desinformação e das agressões resultantes destes boatos.

Durante a entrevista, o coordenador dos sobas grandes aproveitou igualmente para alertar para o aumento dos casos de violência sexual contra menores e violência doméstica, classificando-os como uma das principais preocupações actuais das autoridades tradicionais em Luanda.

O responsável defendeu maior responsabilização dos autores destes crimes e reiterou o apelo à denúncia e ao combate de todas as formas de violência nas comunidades.

 

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