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Sociedade

SINPROF esclarece “teatro” do MED sobre nova tabela salarial anunciada

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Na terça-feira, 24, a directora de Recursos Humanos do Ministério da Educação, Laudemira de Sousa, anunciou que os professores do ensino geral vão passar a auferir cerca 350 mil kwanzas, fruto da actualização da tabela remuneratória. Na sequência, o Sindicato da classe docente reagiu classificando como sendo “teatro” feito pelo governo.

Segundo a directora dos Recursos Humanos, a medida abrange os professores da categoria de técnico médio e que se encontram na docência há mais de 10 anos.

As declarações da responsável acontecem numa altura em que as negociações entre o governo angolano e o sindicato de professores continuam sem acordo, em relação à greve, depois da ministra Luiza Grilo ter pedido, no último fim-de-semana, o adiamento “ainda para dentro desta semana” da reunião decisiva sobre a retomada da greve, inicialmente agendada para segunda-feira, 23.

“Ontem assistimos, na TPA, à encenação de uma triste e vergonhosa peça teatral que teve no papel principal a directora do Gabinete dos Recursos Humanos do Ministério da Educação, Laudemira de Sousa”, refere o sindicato em comunicado datado de 24 de Janeiro.

O documento do Secretariado Nacional do Sindicato Nacional dos Professores entende que o MED, enquanto Departamento Ministerial que tutela os professores, “devia evitar essa prática vergonhosa e reiterada de expor o mísero salário do Professor”, pelo facto daquele Departamento ministerial estar a fazer “pouco para que os professores tenham um salário melhor que o que têm agora”.

Refere ainda que a informação passada através da Televisão Pública de Angola “dá a falsa ideia que houve um reajuste no salário do Professor, quando na verdade se trata de um processo de correcção de categorias há muito congeladas por culpa do próprio Ministério da Educação”.

“De nada adiantará o esforço de manipular a opinião pública de que as reivindicações dos professores não são legítimas”, lê-se ainda.

Diz ainda não ser verdade que no âmbito do processo de promoções “algum professor na carreira dos técnicos médios tenha visto o seu salário aumentar na proporção que foi relatado na peça teatral do MED”.

O SINPROF corrige o organismo de tutela dizendo que ao em vez de “estar a divulgar esse tipo de informações que em nada abonam, deve é trabalhar com urgência com os órgãos de decisão, no sentido de responderem de forma favorável às questões fraturantes do caderno reivindicativo, para se evitar convulsões no sector”.