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Sinistralidade dispara e fiscalização mostra-se insuficiente

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A Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito alertou que a sinistralidade rodoviária em Angola continua a agravar-se, apesar das ações previstas no Plano Nacional de Prevenção e Segurança Rodoviária 2023-2027, colocando em evidência a insuficiência da fiscalização e das medidas de prevenção implementadas.

Durante a 1.ª Sessão Ordinária do CNVOT, orientada pela Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, foram apresentados dados preocupantes: foram registadas 1.558 mortes, mais 125 do que no mesmo período do ano anterior, com destaque para atropelamentos, colisões entre veículos e despistes com capotamento. As províncias mais afetadas incluem Luanda, Huíla, Huambo, Benguela, Cuanza-Sul, Icolo e Bengo e Bié.

O relatório aponta que os acidentes mais letais ocorrem principalmente durante a madrugada, fora das localidades e em áreas com limitada assistência médica, envolvendo frequentemente transportes coletivos de passageiros. Entre as principais causas identificadas estão o excesso de velocidade, fadiga, sonolência e o não uso do cinto de segurança  fatores que se repetem ano após ano e que denunciam lacunas na fiscalização.

Apesar de propostas como actualização do quadro legal, instalação de radares móveis e fixos em corredores críticos e reabilitação de postos de socorro, especialistas e cidadãos questionam a eficácia real dessas medidas, considerando que a fiscalização ainda é insuficiente e a prevenção não tem mostrado resultados consistentes.

O agravamento da sinistralidade rodoviária evidencia a necessidade de ações mais rigorosas e continuadas, envolvendo autoridades, fiscalização e campanhas de sensibilização, sob pena de as mortes e acidentes continuarem a aumentar nas estradas do país.

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