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Politica

Sindika Dokolo prevê instabilidade social em Angola

António Cassoma

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Em entrevista concedida à rádio MFM, o empresário Sindika Dokolo, esposo de Isabel dos Santos, admite a possibilidade de Angola vir a assistir uma vaga de “instabilidade social”, devido o encerramento de várias empresas, e com a cifra de desempregados que aumenta todos os dias no país.

Sindika Dokolo considerou que o Governo angolano devia preservar os bens da empresária Isabel dos Santos arrestados em Portugal e a sua participação como accionista em algumas empresas naquele país, assim como está a ser feito em Angola. Segundo ele, esse valor pode capitalizar a economia do país nesta fase de crise.

“É preciso preservar o dinheiro para Angola. O país não registará um crescimento económico nos próximos 3 a 5 anos”, declarou e acrescentou: “num momento em que, em Angola, não tem dinheiro nem terá entrada de dinheiro, quer por impostos via das empresas nem pelas famílias, porque todas eles estão a passar por dificuldades”.

Na entrevista concedida na passada sexta-feira, 26, Sindika Dokolo disse que, com o crescimento brutal da natalidade em Angola após o fim da guerra civil, em 2002, muitos são jovens, com vontade de conseguir um emprego e se o Governo não conseguir gerar emprego para estes jovens, o país pode cair numa “instabilidade social” que ninguém quer que aconteça.

O marido de Isabel dos Santos afirmou que a “reconciliação e negociação” entre o Estado angolano e a família dos Santos é a melhor via para a resolução dos problemas às partes, alegando que, a rede de conspiração contra a sua mulher (IS) não durará para sempre.

Afirmou ainda que o problema da corrupção em Angola não é Isabel dos Santos, como muitos fazem crer, porque assim como ela, “filhos de muitos dirigentes do MPLA, tiveram os mesmos privilégios e acessos a informações e se tivessem a mesma inteligência como a Isabel, o país teria crescido mais economicamente estaria melhor”.

Sindika Dokolo e Isabel dos Santos enfrentam um processo de arresto dos seus bens em consequência de uma providência cautelar em Angola e Portugal devido alegadas suspeitas sobre a origem dos seus capitais económicos.

Sindika acrescentou ainda que a sua mulher e a família em geral “não estão a ser nada mais do que vítimas de perseguição política orientada pelo presidente da República João Lourenço para afectar o ex-presidente José Eduardo dos Santos”.