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Sociedade

Sindicato de Jornalistas Angolanos apela a boicote dos profissionais às sessões do Parlamento

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O Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) pediu a todos os profissionais do sector que boicotem a próxima sessão do Parlamento em resposta à expulsão de jornalistas da Assembleia Nacional na segunda-feira, 18.

Em causa está a expulsão, por agentes da ordem pública, de alguns jornalistas na última sessão, numa “clara violação aos da liberdade de imprensa”, refere o sindicato.

“Em face disso, o Sindicato de Jornalistas Angolanos (SJA) apela à solidariedade dos responsáveis dos órgãos de comunicação social, no sentido de boicotarmos a próxima sessão do parlamento”, refere uma carta dirigidas aos órgãos de comunicação social nacionais e estrangeiros.

Na missiva, o SJA recorda que a Constituição da República de Angola e a Lei de Imprensa garantem aos jornalistas no exercício das suas funções o acesso à informação ou às fontes e desse modo, todos os órgãos de soberania, titulares de cargos públicos, bem como particulares, que realizem actividades que preencham os requisitos de interesse público, estão sujeitos à cobertura da imprensa.

“Por maioria de razão, as actividades do parlamento revestem quase todas de interesse público, o que explica a presença dos jornalistas em quase todas elas, excepto naquelas de carácter interno ou vetadas ao público e por consequência aos jornalistas”, salienta a carta.

O sindicato lamenta que o parlamento “não tem sabido interpretar a função dos jornalistas e a liberdade que essa exige, colocando todos os obstáculos possíveis no exercício da actividade desses”.

“Confiná-los a um compartimento e sujeitá-los a um monitor, sem, no entanto, possibilidades de saberem que partido votou a favor ou contra uma proposta/projecto de lei, é uma postura que mais se aproxima a um concurso de Big Brother”, queixa-se ainda do sindicato.

O SJA lembra que procedeu já à todas as diligências necessárias “com vista a dirimir as sistemáticas queixas dos profissionais que trabalham no parlamento”, mas “a situação não se alterou”.

“Os jornalistas exigem respeito, nos mesmos termos que estão sujeitos a deveres. O SJA agradece toda a colaboração nesta ação, que visa unicamente proteger a dignidade profissional de todos, em particular os que trabalham no parlamento”, refere a organização sindical.

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