Sociedade
Sindicato dos professores diz que “quota de contratação para 2026 é gota no oceano”
O secretário-geral do Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF), Admar Jinguma, considerou hoje, 12, em declarações à Rádio Correio da Kianda, que a quota é ainda uma “gota no oceano” olhando para a real necessidade do sector que ultrapassa a cifra dos 80 mil profissionais do giz.
O Ministério da Educação, vão realizar, em 2026, um concurso público para a admissão de cerca de seis mil profissionais, no âmbito da execução do Orçamento Geral do Estado (OGE) do próximo ano.
Admar Jinguma criticou os argumentos evocados pelo Governo angolano que se prende na exiguidade de verbas para a contratação de mais professores, afirmando que esta narrativa não corresponde com a verdade, porém se trata de falta de vontade política.
“O problema é sempre o mesmo, ou seja, quando se trata de educação há sempre falta de verbas. A educação no nosso país não é prioridade, então não podemos continuar a falar de um sistema de educação e ensino robusto, quando o Governo angolano continua a disponibilizar poucos recursos para o sector”, sublinhou.
Falando à imprensa no final da 5.ª Reunião Plenária Ordinária da 4.ª Sessão Legislativa da V Legislatura da Assembleia Nacional, a ministra da Educação, Luísa Grilo, disse que para além da contratação de mais professores, as verbas previstas no OGE-2026, servirão igualmente para a construção e manutenção de mais escolas em todo o país.
O Orçamento Geral do Estado para 2026 foi aprovado com 120 votos a favor, 79 contra, da bancada parlamentar da UNITA, e nenhuma abstenção. O diploma foi elaborado com base num preço médio do barril de petróleo fixado em 61 dólares e estima receitas e despesas públicas na ordem dos 33 biliões de kwanzas.
O documento mantém a prioridade ao sector social, destinando quase metade das despesas primárias à saúde, educação e habitação, além do reforço dos programas sociais e de alimentação escolar.
