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Sindicato dos Médicos de Angola espreita greve geral

Vasco da Gama

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O Sindicato Nacional dos Médicos de Angola apresentou ao meio da semana finda um caderno reivindicativo a titular da pasta da saúde no País. A carta que contém algumas das várias dificuldades que aquela classe profissional enfrenta é assinada pelo Presidente do Sindicato, o Médico Pediatra, Adriano Manuel.

Na missiva, pode ler-se que “o médico angolano está exposto a imensas vicissitudes, cuja protecção institucional pode, objectivamente, ser caracterizada de muito débil”.

Acrescenta, por outro lado que, a “débil protecção do Médico é visível desde os baixos téctos remuneratórios, à insegurança no ambiente de intervenção, cujos riscos à própria saúde pessoal e familiar, os profissionais enfrentam todos os dias da sua prestação, sem o sossego de uma aposentação condigna ao trabalho prestado à sociedade durante o árduo percurso laboral; Em resumo, afirmamos que o trabalho médico não é objecto do merecido reconhecimento, facto que frustra espectativas e enceta violentos golpes aos factores de motivação e desempenho” remata a missiva.

Lembra-se que o sector da saúde a semelhança da educação regista anualmente reivindicações de trabalhadores, todas viradas à questão das condições de trabalho e vida dos médicos e enfermeiros. Em Dezembro de 2017 fora convocada uma greve geral dos enfermeiros e técnicos de diagnóstico que não teve lugar porquanto no dia 18 do mesmo mês as partes, Ministério da Saúde, da Administração do Território, Governo da Província de Luanda e os representantes dos reclamantes chegaram a um acordo.

Quanto ao Sindicato dos Médicos de Angola, a carta a que o Correio da Kianda teve acesso, que se reveste numa reivindicação e apelo à melhorias substanciais nas condições laborais e aumento de salário dos médicos termina com a apresentação dos pontos que devem ser apreciados pela Ministra da Saúde, num período de tempo claramente determinado, abrindo, desta forma e segundo os médicos, uma porta de dialogo permanente entre as duas instituições.

“apresentamos uma via de dialogo e concertação, com vista a melhoria substancial de várias itens que aqui transcrevemos e solicitamos respostas dentro de 60 dias, contados desta data, nomeadamente, 1º concurso público de admissão de novos médicos; 2º aprovação do novo regime de carreira médica; 3º a revisão e actualização da carreira médica, uma vez que o estado actual acomoda situações de flagrante injustiça e desprezo aos profissionais e em quarto e último lugar exigem a melhoria urgente da biossegurança dos profissionais de saúde, concluem.

Sublinha-se que até ao fecho desta matéria a Ministra da Saúde, Silvia Lutukuta, ainda não respondeu a carta dos médicos o que, segundo fontes, pode ocorrer nos próximos dias.

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