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Sindicato diz que saúde em Angola está em situação preocupante

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O Sindicato Nacional dos Médicos Angolanos alertou que a saúde em Angola atravessa uma situação preocupante, marcada por falhas na prevenção, falta de recursos e aumento de doenças evitáveis.

Em declarações à imprensa, por ocasião do Dia Mundial da Saúde assinalado esta quarta-feira, 8, o presidente do sindicato, Adriano Manuel, afirmou que o país enfrenta dificuldades sérias no setor, sobretudo por falta de aposta na assistência primária.

Segundo o responsável, quando o investimento deveria ser direcionado para os cuidados básicos de saúde, capazes de prevenir doenças, o foco tem sido colocado em hospitais de nível mais elevado, o que, na sua opinião, não resolve os principais problemas da população.

O sindicato alerta que essa situação está a contribuir para o aumento de doenças evitáveis como malária, febre tifoide, dengue, chikungunya e tuberculose, que continuam a afetar milhares de pessoas em todo o país.

Adriano Manuel destacou ainda a preocupação com a malnutrição crónica, sobretudo em crianças com menos de cinco anos. De acordo com dados apresentados, a taxa de crianças nesta condição aumentou nos últimos anos, passando de cerca de 35%–38% para níveis entre 40%–45%, já durante o mandato do Presidente João Lourenço.

O médico explicou que a má alimentação compromete o desenvolvimento das crianças, podendo afetar a aprendizagem e o futuro do país.

“O problema não é só tratar doenças, mas evitar que elas apareçam. E isso começa na saúde básica”, reforçou.

Apesar de reconhecer medidas recentes do Governo, como a autorização de verbas para a compra de medicamentos, o sindicato considera que os problemas do setor vão além da falta de fármacos.

Outro ponto levantado é a falta de profissionais. Para o SINMEA, o concurso público para a entrada de novos trabalhadores na saúde não será suficiente para cobrir o défice existente.

“É uma ajuda, mas ainda muito longe do necessário”, sublinhou.

Perante este cenário, o sindicato defende mais investimento na prevenção, melhoria das condições nas unidades de saúde e reforço do número de profissionais, como passos essenciais para travar o agravamento da situação sanitária no país.

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