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Sociedade

Sindicato critica salário de 49 mil kwanzas de professores primários

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O presidente do Sindicato dos Professores questionou o Governo sobre os baixos salários dos professores, que não chegam para manter um estilo de vida sustentável, defendendo, mais uma vez, o reajuste salarial, especialmente numa altura em que os salários são corroídos pela inflacção e o desconto do IRT.

“Ainda temos professores com a categoria de professor primário auxiliar com salário de 49.040.00. E nós perguntamos, que governante neste país conseguiria manter o mesmo estilo de vida ganhando 49 mil kwanzas”, questionou Guilherme Silva, que considera “miserável” o salário pago aos profissionais, por essa razão, entende “a necessidade de haver espírito de patriotismo que muitos apregoam, sobretudo aqueles que têm o poder de decisão, de forma a ter uma educação de qualidade no país, congregando todos os actores, e pagando bem os professores de Cabinda ao Cunene”.

“Não é com mísero salário que se deve motivar o professor. Passem, necessariamente, também a melhorar os salários dos professores, reajustar em função do poder de compra e inflação”, disse o presidente, que defende, igualmente, aumento dos subsídios dos professores que trabalham nas escolas distantes das cidades.

“Há colegas que trabalham em zonas recônditas do país. Esses deveriam ter subsídios que, eventualmente, dobrassem o seu salário para atrair os professores a se fixarem naqueles territórios. Nós estivemos no Curoca, no Cunene, um professor saído da sua escola até uma agência bancária de moto gasta 16 mil kwanzas, 8 mil de ida e 8 mil de regresso, e se ele chegar e não tiver sistema regressa sem dinheiro”, lamentou.

Em declarações a imprensa e questionado sobre a greve dos professores, Guilherme Silva respondeu: “A nossa greve foi suspensa e não levantada, tendo em conta o entendimento havido no ponto que tem a ver com as promoções”.

“Na altura, o Executivo defendia promover apenas 43 mil professores e um grau apenas para cada professor mesmo tendo 20 ou 30 anos de serviço. Nós defendíamos que o ponto de partida tinha que ser 181 624 professores que têm tempo para serem promovidos. Aquando da transição do anterior estatuto para o actual, o Executivo, por via do Ministério da Educação, unilateralmente, entendeu fazer a transição tendo em conta apenas um critério, a habilitação literária, e o tempo de serviço não contou. É esse tempo de serviço que nós estamos a resgatar, por isso reivindicamos, e o Executivo cedeu em promover os 181 624 professores tendo em conta o tempo de serviço de cada um”, explicou.

Guilherme Silva salientou que, se “haver incumprimento” nos pontos constantes do memorando, os professores podem voltar a protestar tão logo comece o próximo ano lectivo.

“Estamos a dialogar e tem havido abertura por parte do Executivo, por via do Ministério da Educação, também o ponto que tem a ver com o regime probatório para o definitivo, que já têm mais de 5 anos de serviço, uns até com 10, 15 e 20 anos ainda figuram na fixa financeira como professores eventuais ou do regime probatório. Este aspecto também a senhora ministra já exarou os competentes despachos de nomeação, portanto, essa questão também está resolvida”.

Por Pedro Kididi

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