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Sílvia Lutucuta defende mais acções para prevenir emergências de saúde

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Ao intervir durante a reunião de alto nível sobre a prevenção, preparação e resposta a pandemias, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, defendeu esta quarta-feira, 20, nos EUA, a adopção de acções ousadas para fortalecer a forma como o mundo “previne, se prepara, responde e recupera de emergências de saúde pública”.

No âmbito da 78ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, a governante considerou necessário que se retirem lições da emergência sem precedentes da Covid-19, tendo reconhecido os enormes esforços colectivos para controlar a actual pandemia, mas advertiu que não se pode esquecer as grandes deficiências e as profundas inadequações na arquitectura da saúde a nível nacional e global.

Sílvia Lutucuta disse que Angola reconhece as contribuições para reformar os regimes de governação, regulação e financiamento internacional para emergências de saúde pública e pandemias.

A ministra da Saúde entende que os cuidados de saúde primários podem ser a chave para a equidade na prevenção, preparação e resposta a pandemias, pelo que se deve restaurá-los e aproveitá-los como ponto de coordenação para a integração da prevenção, preparação e resposta a pandemias.

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Radio Correio Kianda

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Corrupção e má conduta podem levar 127 polícias à expulsão Um total de 127 efectivos da Polícia Nacional está na iminência de ser expulso da corporação por envolvimento em diversas infracções disciplinares, entre as quais corrupção, burlas, má conduta e realização de escoltas ilegais. A informação foi divulgada pela própria Polícia Nacional, que indica que os processos disciplinares decorrem a nível nacional e podem resultar na expulsão dos agentes envolvidos. Entre as infracções apontadas estão homicídio voluntário e frustrado, negociação de empregos públicos, violação dos deveres funcionais e recepção indevida de dinheiro, além de outras condutas consideradas incompatíveis com o exercício da função policial. A medida surge depois de 59 efectivos terem sido já expulsos da corporação, igualmente por práticas de corrupção, burlas, má conduta e realização de escoltas ilegais. Em reacção à medida, o sociólogo Agostinho Paulo considera que a actuação das estruturas superiores da Polícia Nacional pode funcionar como um mecanismo de prevenção e de dissuasão para os restantes efectivos. Para o especialista, a responsabilização dos agentes envolvidos em práticas ilícitas pode contribuir para reforçar a disciplina e chamar a atenção dos demais membros da corporação para a necessidade de respeitarem as normas e os deveres inerentes à função policial. No entanto, Agostinho Paulo alerta para um possível efeito negativo das expulsões: a redução do número de efectivos disponíveis para assegurar o policiamento nos comandos municipais e provinciais. O sociólogo entende que a saída de dezenas de agentes poderá criar dificuldades em determinadas unidades policiais, sobretudo nos locais onde os efectivos afastados desempenhavam funções operacionais. “Do ponto de vista institucional, este número criou baixas e esta redução poderá afectar os postos onde eles estavam”, considerou. Agostinho Paulo apela, por isso, aos demais efectivos da Polícia Nacional para que revejam o seu comportamento e cumpram rigorosamente os deveres profissionais, de modo a preservar a imagem e a credibilidade da instituição que representam. Enquanto isso, os processos contra os 127 efectivos continuam, sendo que a eventual expulsão dependerá da conclusão dos respectivos procedimentos disciplinares

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